Goiânia se aproxima de quatro mil fechamentos de bares e restaurantes, diz presidente do Sindbares

Empresários colocam dia 22 de junho como data limite para a reabertura do comércio em Goiânia.

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Na última quarta-feira, entidades empresariais fizeram uma manifestação em frente o Paço Municipal cobrando a reabertura do comércio na capital. Um dos setores mais atingidos foi o de bares e restaurantes, que de acordo com Newton Pereira, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de Goiânia (Sindbares), se aproxima de quatro mil estabelecimentos fechados.

Em entrevista ao Jornal Bandeirantes na manhã desta sexta-feira (12), Newton falou sobre a situação atual do segmento e criticou as decisões da prefeitura. “Os custos não param, muitos não conseguiram fazer a negociação de seus aluguéis, a energia continua chegando o boleto todo mês, assim como a conta de água”, disse Newton. “O prefeito de Goiânia se quer prorrogou os vencimentos do IPTU. O governo do estado não prorrogou também os pagamentos do ICMS, então a situação é realmente de calamidade para o segmento”, completou Newton.

Em nota, o Sindbares fez fortes críticas a Prefeitura de Goiânia

Nesta quinta-feira (11), o Sindbares publicou uma nota onde fez duras críticas a gestão da Secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué. De acordo com o documento, a secretária “não preparou e não fortaleceu o sistema de saúde municipal para o enfrentamento da pandemia” e “ignorou completamente as propostas de protocolos sanitários apresentados pelos diferentes segmentos do setor produtivo para a retomada econômica”, fazendo alusão as propostas de reabertura apresentadas pelo setor até o momento.

De acordo com Newton Pereira, o segmento já soma quase quatro mil estabelecimentos fechados em decorrência da crise estabelecida pela pandemia do novo coronavírus. “Já são mais de 30 mil demissões, em bares, restaurantes, região da 44 e shoppings que continuam fechados”, revelou Newton. “Devolução de lojas já ultrapassa 20 mil pontos devolvidos entre shoppings e região da 44”, concluiu.

Prefeitura diz “não perder de vista a necessidade de flexibilização”

Um dia após a manifestação dos empresários no Paço Municipal, a Prefeitura de Goiânia se manifestou em relação aos protestos realizados nas últimas semanas. Segundo o texto, “a Prefeitura de Goiânia respeita todas as manifestações de protesto e compreende a situação do setor produtivo e de serviços, por isso está em diálogo constante com os empresários e representantes classistas não perdendo de vista a necessidade de flexibilização, que passa por análise semanal no grupo de gestão de crise”, ressaltou o documento.

Apesar das reuniões, o Centro de Operações Emergenciais (COE), não definiu data para uma possível reabertura do comércio na capital. Em coletiva de imprensa realizada no último dia cinco de junho, a secretária Fátima Mrué informou que não haveria flexibilização se o isolamento não alcançasse a taxa mínima de 50%.

Na época, o balanço realizado pela prefeitura apontava para um isolamento de apenas 38% na capital. Estima-se que hoje, esse número esteja em torno de apenas 30%. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o baixo índice de isolamento social é um dos fatores que corrobora para a disseminação da Covid-19.

Reabertura dia 22

Um dos discursos mais engajados desta semana foi sobre uma possível reabertura do comércio no próximo dia 22 de junho. Esse discurso se assimila com o da prefeitura, já que segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), não haveria nenhuma flexibilização nos próximos 15 dias, contando a partir do dia 5 de junho.

A previsão dos empresários era para reabertura na segunda-feira (15), porém, o presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44) afirmou que a data limite será dia 22. “Por conta do feriado que antecede o dia 15, nós ordenamos uma outra data, dia 22. […] é o ponto limite para abrir. Ou antes, ou no dia 22 o comércio de Goiânia irá reabrir”, afirmou Jairo Gomes.

Confira a entrevista completa com o presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares de Goiânia (Sindbares), Newton Moreira:


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