Manifestação pede reabertura do comércio em Goiânia; nova data limite foi exigida

Uma nova data limite para reabertura está sendo exigida pelo setor. Dia 22 de junho é o limite para a reabertura do comércio na capital.

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Manifestantes carregaram cruzes de cor preta, com dizeres simbolizando o desemprego e os prejuízos decorrentes do fechamento do comércio. Foto: Mateus Oliveira / Rádio Bandeirantes)

Na manhã desta quarta-feira (10), entidades empresariais fizeram uma manifestação em frente o Paço Municipal de Goiânia, reivindicando a reabertura do comércio na capital para os próximos dias. Havia a expectativa para reabertura de alguns segmentos como shoppings, no último dia seis, e comércio varejista, no próximo dia 13 de junho. Um dos pontos mais cobrados pelos manifestantes, foi o não cumprimento destas datas, estabelecidas segundo o setor empresarial ainda no mês de maio, durante reunião que reuniu diversas entidades.

Em entrevista ao Jornal Bandeirantes, na última segunda-feira (08), Jairo Gomes, presidente da Associação Empresarial da Região da 44, disse que um movimento entre os empresários tem tomado força “e quer a reabertura [do comércio] no dia 15”. De acordo com ele, uma nova data foi estabelecida. “Por conta do feriado que antecede o dia 15, nós ordenamos uma outra data, dia 22, até para dar mais uma semana para a secretária (Fátima Mrué). Agora [dia] 22 é o ponto limite para abrir. Ou antes, ou no dia 22 o comércio de Goiânia irá reabrir, não somente o comércio da Região da 44”, completou Jairo.

Além disso, os manifestantes cobram da prefeitura um protocolo para reabertura gradual do comércio. “Acredito que a prefeitura de Goiânia não criou protocolo nenhum e não tem nesse momento nenhum plano de reabertura de bares e restaurantes, shoppings, Região da 44, academias, todas essas atividades que ainda se encontram fechadas”, reclamou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Goiás (Abrasel), Fernando Jorge.

Prejuízos e condição para reabertura

Segundo Fernando Jorge, não tem atividade econômica que suporte ficar 90 dias de portas fechadas, ele relata que mais de “85% das empresas de bares e restaurantes não conseguiu crédito na praça” e “mais de cinco mil empresas estão sendo fechadas, e quinze mil trabalhadores foram demitidos”, finalizou Fernando.

A organização dos protestos prevê que 2.100 lojas foram fechadas na região da 44, e mais de duas mil pessoas ficaram desempregadas por conta destes fechamentos. Citam também 19.194 vagas de carteira assinada fechadas em abril, no Estado de Goiás. Outras projeções estimam que nesses três meses de fechamento, cerca de 20 mil pessoas perderam os empregos com o fechamento de lojas da região da 44.

De acordo com a Prefeitura de Goiânia, a reabertura gradual do comércio está condicionada a situação epidemiológica da cidade. Tomando por base o último balanço realizado, a taxa de isolamento social em Goiânia está em torno de 35%. O mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, para que a contaminação da Covid-19 seja controlada é de 50%.

Cruzes negras

Manifestantes carregaram cruzes negras durante a manifestação. De acordo com eles, as cruzes representam a quantidade de pessoas que perderam o emprego neste período de fechamento do comércio. Algumas delas, carregaram frases fazendo referência a estabelecimentos específicos e também aos governantes do estado.