Ministério da Saúde suspende divulgação da previsão de doses contra a Covid-19

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Nesta sexta-feira (09/4) o Ministério da Saúde confirmou ao jornal Estadão que não irá mais divulgar a previsão de doses contra a Covid-19 que serão recebidas a cada mês. O anúncio chega após a própria pasta ter feito, ao menos, cinco alterações no cronograma de entrega dos imunizantes. Em Goiás, no decorrer da semana, 4 cidades anunciaram a interrupção da campanha de vacinação até a chegada de nossas remessas pelo Ministério.

Mergulhado em seu mar de controvérsias, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), anunciou durante jantar com empresários na quarta-feira (07/4) que como forma de movimentar a economia, se compromete a investir na garantia da imunização da forma mais rápida possível. Durante a reunião, Bolsonaro destacou que o país tem dois centros próprios de vacina, a Fiocruz, no Rio, e o Instituto Butantan, em São Paulo.

Apesar da postura passada, o discurso do presidente não coincide com suas ações à população brasileira. Em 2020, enquanto outros países iniciavam a compra de imunizantes, Bolsonaro rejeitou diversas propostas de compra da Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac. Ele afirmou ainda não compraria a vacina mesmo após o registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atribuindo a decisão como uma forma de segurança, em decorrência dos fabricantes.

Durante as críticas a demora do Governo Federal pela compra de vacinas, em fevereiro desse ano, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello divulgou calendários com diversas projeções de vacinação para o país. Pelos dados divulgados, a perspectiva era de que o Brasil encerraria o mês de março com 68 milhões de imunizantes distribuídos. Segundo dados divulgados pelo Estadão, nessa quinta-feira (08/4), foram entregues 45,2 milhões de doses. 

Em meio aos ditos impasses de governança por parte do presidente, foi confirmado pela CNN Brasil que a A produção da vacina Coronavac, utilizada contra a Covid-19, está temporariamente paralisada pelo Instituto Butantan por falta do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), importado da china. A situação consequentemente refletiu no país, onde diversas cidades informaram sobre a paralisação da aplicação da primeira dose até a chegada de novas remessas. No estado de Goiás, essa semana, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Rio Verde e Anápolis interroperam seus calendários até uma chegada das novas vacinas. 

De acordo com o Butatan está em plano a conclusão da meta de entregar ao governo federal de 46 milhões de vacinas até o fim deste mês, somando o volume já distribuído (38,2 milhões). Já a Fiocruz espera enviar 26,5 milhões de vacinas até o começo de maio, também considerando as 8,1 milhões de unidades já fabricadas.

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