O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento da economia global em 2026, como efeito da guerra no Irã e seus impactos sobre a oferta de energia e petróleo. No relatório divulgado em janeiro, o crescimento previsto era de 3,3%, agora a previsão é de que haja uma desaceleração para 3,1% neste ano, e em 2027 o índice seja mantido em 3,2%.
Ainda segundo a análise, a inflação mundial deve crescer em 2026, antes de voltar a cair no próximo ano. Os efeitos devem ser mais acentuados nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento. Os números divulgados pelo fundo nesta terça-feira consideram um cenário de curta duração da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
No entanto, o mundo parece se aproximar de um cenário mais complicado na análise do economista-chefe do Fundo, Pierre-Olivier Gourinchas. Neste segundo cenário, a economia mundial deve ter um crescimento ainda menor em 2026, na casa dos 2,5%.
Brasil na contramão do mundo
O Fundo elevou a expectativa de crescimento para o Brasil em 2026. O relatório divulgado considera que o aumento do preço dos combustíveis ocasionado pela guerra no Oriente Médio pode trazer impactos positivos para o país, já que o Brasil é exportador de petróleo. A estimativa é que a economia do país cresça na casa de 1,9%. Em janeiro, a perspectiva de crescimento era de 1,6%, apresentando um aumento de 0,3 p.p. na expectativa do FMI.
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A estimativa do FMI para a economia do Brasil é melhor do que a do Banco Central, que prevê crescimento de 1,6%. No entanto, para o ano que vem, a análise aponta uma perspectiva menos positiva do que a projetada em janeiro. O Fundo revisou a projeção para baixo em 0,3 ponto percentual, caindo para 2%. Isso ocorre porque o corte considera a desaceleração da demanda global por petróleo e os custos mais altos de insumos. Além disso, as expectativas de crescimento da economia brasileira ainda ficam abaixo do previsto para a América Latina e o Caribe.
Ainda segundo as previsões do relatório Perspectivas da Economia Mundial, o Brasil pode encerrar o ano como a décima maior economia do mundo, ultrapassando o Canadá. De acordo com as novas projeções do Fundo Monetário Internacional, caso as condições se mantenham, a economia brasileira deverá ultrapassar a russa em 2027, chegando à nona posição, atrás da Itália.


