SindiBares aguarda decisão municipal para aderir ou não ao decreto estadual

Os municípios tem autonomia para decidirem assuntos relacionados a pandemia da Covid-19.

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Abertura Bares Goiânia
O Decreto nº 2.373, assinado pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos), restringiu o funcionamento de atividades econômicas não essenciais. (Foto: Reprodução / Prefeitura de Goiânia)

O presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes de Goiânia (SindiBares), Newton Pereira, falou à Bandeirantes que a categoria ainda aguarda um posicionamento do Paço Municipal para aderir ou não ao decreto nº 9.803, do governo de Goiás que, restringe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes entre 22h e 6h.

De acordo com Newton, os estabelecimentos continuarão seguindo o decreto municipal em vigência até que uma decisão contrária seja exposta pelo Paço. Ele explica que o SindBares argumenta a Rogério Cruz (Republicanos) que “essa medida para Goiânia não se faz necessária devido ao fato de que a ocupação dos leitos de UTI é razoável em relação aos números de Covid-19 Brasil a fora”, diz. “Precisamos que o prefeito sinalize se vai seguir ou não a recomendação do governador”.

O decreto publicado pelo Governo de Goiás não decide de fato o que pode ou não funcionar. Por conta de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda no início da pandemia, os municípios têm autonomia para decidirem sobre questões relacionadas a pandemia da Covd-19. Cabe as prefeituras liberar ou não a venda de bebidas alcoólicas após às 22h nos municípios goianos.

Estabelecimentos serão afetados pela medida

Apesar de não obrigar o fechamento dos estabelecimentos, e sim a restrição de certos tipos de produtos, o SindiBares acredita que a medida afeta uma parcela de bares noturnos. “São bares que trabalham com bebidas alcoólicas e drinks. Esses bares que são mais baladas estarão com a situação mais prejudicada ainda”, argumenta Newton Pereira.

O presidente lembra que o segmento ficou mais de 120 fechado e por conta disso, demitiu mais de 10 mil funcionários e perdeu cerca de R$ 10 bilhões em faturamento desde março de 2020, segundo Newton. “Estávamos ensaiando uma retomada para disponibilizar 500 vagas de trabalho só no município de Goiânia e o que aconteceu com essa notícia é que todo mundo paralisou as contratações”, revela.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Goiânia, o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) “está em constante contato com a equipe em Goiânia e discutindo o assunto”, entretanto ainda não há uma decisão oficial até a publicação desta matéria (10h45). Rogério Cruz está em Brasília, acompanhado de secretários.


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