RMTC diz que 100% da frota está nas ruas, mas não comporta todos os passageiros sentados

Não houve grande redução de passageiros, principalmente no Eixo Anhanguera, que recebe passageiros de 18 cidades da região metropolitana.

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Atividades Essenciais Transporte Coletivo Goiânia
Para que seja possível realizar a operação, é necessário que trabalhadores considerados essenciais realizem o cadastro no site da RMTC. (Foto: Reprodução)

Na manhã desta quinta-feira (11), as empresas concessionárias da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), soltaram toda frota que está em condições de rodar. De acordo com o comunicado enviado à imprensa, a frota programada, a frota extra e a reserva técnica em condições de conservação para rodar, estão em operação. Segundo Leomar Avelino, diretor executivo do RedeMob Consórcio, não houve redução significativa de passageiros.

A redução de passageiros não foi observada principalmente nos horários de pico e no Eixo Anhanguera que recebe passageiros das 18 cidades da região metropolitana e possui a maior concentração de pessoas por meio de terminais de integração como o Terminal Padre Pelágio, Bíblia e Praça A. Hoje são 99 ônibus entre articulados e biarticulados em operação no Eixo.

De acordo com estudos técnicos da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), para que a Metrobus possa operar com apenas passageiros sentados, seriam necessários mais 200 ônibus para rodar apenas no Eixo Anhanguera para conseguir atender a demanda no horário de pico. Portanto seriam necessários quase 300 ônibus no total para atender ao transporte de apenas passageiros sentados no eixo. Uma frota 2 vezes maior do que a que a Metrobus já teve em toda sua história e na história do Eixo Anhanguera.

Demais linhas

Já para o atendimento às demais linhas, seriam necessários 1.850 veículos convencionais para levar apenas passageiros sentados nos horários de pico. “Seria necessário um incremento de aproximadamente 1.000 ônibus na frota existente da RMTC para transportar passageiros somente sentados no período do lockdown, conforme determinação legal e judicial”, analisa Leomar Avelino.

Segundo o RedeMob, com o grande volume de pessoas ainda em circulação pela cidade, não adianta apenas a fiscalização nos terminais feita pela Polícia Militar e Guarda Municipal, é fundamental que haja uma tomada de consciência coletiva para que as pessoas não saiam de casa neste momento em que vivemos com o fortalecimento da pandemia em todo o Brasil. 

“Importante informar que alguns veículos podem apresentar algumas pequenas imperfeições, uma vez que parte das manutenções corretivas precisaram ser adiadas para que toda a frota esteja em operação”, explica Leomar Avelino.

Ainda de acordo com a companhia, mesmo com o esforço de todas concessionárias e do trabalho de mais de quatro mil empregados do sistema, será impossível nos horários de pico transportar todos os passageiros sentados que estão circulando pelos 18 municípios da região metropolitana e, em especial, pela capital do Estado de Goiás.


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