Novo partido de Bolsonaro realiza ‘Dia D’ para recolher assinaturas em Goiás

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O deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO), coordenador do Aliança pelo Brasil em Goiás, ao lado do presidente da Assesgo, o subtenente da Polícia Militar Luis Cláudio Coelho de Jesus, em evento de mobilização para criação da nova legenda. Foto: Mateus Oliveira / Rádio Bandeirantes

O partido Aliança pelo Brasil, idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), retomou neste sábado (31) os trabalhos para criação da nova legenda. O ‘Dia D’ para coleta de assinaturas necessárias à criação do partido ocorre em âmbito nacional. Em Goiás, o evento, limitado a convidados em razão da pandemia de coronavírus, foi realizado na Associação dos SubTenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego).

Para o coordenador do Aliança pelo Brasil no estado, deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO), a legenda vem para representar, verdadeiramente, o presidente e aliados. “É um partido conservador, de direita, que defende os valores judaíco-cristãos, que é contra a ideologia de gênero e que é favor da liberdade econômica e de todas as pautas defendidas na pré-campanha e campanha que elegeu o presidente Bolsonaro”, sintetizou.

Segundo o Vitor Hugo, ex-líder de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, a meta é superar a coleta de 50 mil assinaturas em território goiano. “Goiás precisa contribuir para ser um dos nove estados que contam com 0,1% de seu eleitorado, o que dá em torno de quatro mil fichas. Nós já temos mais do que este número de fichas recolhidas e estamos no processo de apresentação para a Justiça Eleitoral”, destaca o deputado federal.

O coordenador do partido ressaltou ainda que, para alçancar a meta, o estado foi dividido em várias regiões, cada uma delas com a presença de um coordenador. Além disso, os municípios também contarão com seus próprios coordenadores, que contribuirão com a criação e farão parte da estrutura do partido posteriormente. “Eles farão o recolhimento das fichas de apoiamento neste primeiro instante e, depois de criado o partido, irão compor as executivas estadual e municipais”, explicou.

O prazo para conseguir as assinaturas necessárias, conforme determinação do presidente Jair Bolsonaro, é de março a abril de 2020. “Esse prazo é para que ele tenha tempo de consolidar, de montar as estratégias para as eleições de 2022”, pontuou Vitor Hugo.

Apoio da Assesgo

Na avaliação do deputado federal, a mobilização da Assesgo na fundação do Aliança pelo Brasil será determinante. “Com isso, vamos ter uma capilaridade no estado”, declarou.

O presidente da instituição, o subtenente da Polícia Militar Luis Cláudio Coelho de Jesus, garantiu que a Assesgo contribuirá, com toda a sua estrutura, para que a meta de assinaturas seja alcançada. “Estamos colocando nossa entidade à disposição, inclusive como um quartel general na gestão deste processo de apoiamento da criação do Alinça pelo Brasil”, afirmou.

Assinaturas insuficientes

Desde sua saída do PSL, em novembro do ano passado, Bolsonaro tenta fundar o novo partido. Neste ano, idealizadores e apoiadores se mobilizaram para reunir as assinaturas necessárias para que o partido já estivesse estabelecido nas eleiçoes de 2020. No entanto, até o prazo máximo estabelecido pela Justiça Eleitoral, o grupo apresentou mais de 80 mil fichas assinadas, mas apenas 15.595 foram aprovadas.

Para ser criado, o Aliança pelo Brasil precisa da assinatura de 491,9 mil eleitores, com firmas registradas em cartório, em, no mínimo, nove estados.

(Com a colaboração de Mateus Oliveira)

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