Após repercussão, influenciadora que criticou vagas para autistas pede desculpa

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Após intensa repercussão Brasil afora, do vídeo divulgado nas redes sociais em tom de deboche de autistas, num shopping de Goiânia, a influenciadora digital Larissa Rosa resolveu pedir desculpa às pessoas.

Em nota, Larissa pediu desculpas e lembrou que seu comentário foi direcionado apenas a 18 amigos em um grupo de aplicativo de mensagens.

“Decidi vir, através dessa nota, pedir as mais sinceras desculpas pelos acontecimentos que estão repercutindo nas últimas horas. Me desesperei inicialmente com a repercussão da situação e com um bombardeio de mensagens revoltadas (com razão)”, diz trecho da nota.

Duranteo vídeo polêmico da influenciadora, que revoltou as pessoas e resultou em abertura de investigação por parte da Polícia Civil de Goiás (PCGO), ela diz que o mundo está difícil por existir vaga exclusiva para autistas.

“Gente, olha isso aqui. Agora tem vaga exclusiva para autista. Cara, o mundo está muito difícil. Quero saber quando vai ter vaga para gordo estressado”, disse a maquiadora.

A mulher continua no vídeo — ainda a demostrar desdém — dizendo que a vaga parecia ser para “veado”.

“Não tenho nenhum problema com autista. A vaga é tão colorida que achei que era para veado. Vaga para mim nunca tem”, declarou.

Depois que o caso ganhou o noticiário, o delegado Joaquim Adorno informou que o Grupo Especializado no Atendimento às vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri) vai analisar o vídeo da influenciadora.

Leia na íntegra

Decidi vir, através dessa nota, pedir as mais sinceras desculpas pelos acontecimentos que estão repercutindo nas últimas horas. Me desesperei inicialmente com a repercussão da situação e com um bombardeio de mensagens revoltadas (com razão).

Agora, entendo que a forma que me senti com esse turbilhão ainda não chega perto do que muitas mães e outros grupos sentiram ao ouvir as palavras infelizes que pronunciei.

Refleti sobre toda a situação e quero me desculpar também por dizer se que tratou de uma brincadeira, feita exclusivamente em um grupo de melhores amigos com 18 pessoas. Isso também não justifica.

Minhas palavras não podem ser vistas como brincadeira e não deveriam ter sido ditas nem para mim mesma, imagine para um grupo de 18 pessoas. Acreditem, elas não me representam em nada.

Agradeço também às pessoas que, apesar de reprovarem a conduta e não terem nenhuma obrigação de me ensinarem nada, ainda tiraram um minuto do tempo delas para me enviar informações e materiais que me mostraram realidades diferentes das que eu já conheci.

Espero que essa infeliz situação um dia possa ser perdoada por quem se sentiu ofendido. Garanto também que, da minha parte, nunca mais vai se repetir.


Leia mais: Juiz determina em caráter de urgência investigação de jurado do caso Valério Luiz

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