“A gente não pode tratar vidas como número”, diz primeira-dama Gracinha Caiado

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Evento do governo de Goiás fará repasse de 28 milhões aos municípios. Foto: divulgação/Governo de Goiás.

A primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, disse que se surpreendeu com a ações das pessoas ante essa pandemia da covid-19. Segundo ela, diante de tantas mortes as pessoas não podem tratar essa fatalidade como se fosse apena um número.

“Eu confesso para você que no primeiro momento eu tinha certeza que esse vírus iria humanizar mais as pessoas, porque a crueldade de alguns. Eu vejo pessoas perdendo a vida todos os dias, família perdendo as vezes pai, mãe, filho. Isso tem que trazer, a gente não pode tratar vidas como número. A gente tem que tratar é um pai de família, é uma mãe que perde um filho e acho que ninguém de sã consciência, alguém temente a Deus possa achar isso normal”, disse ela em entrevista ao Diário de Goiás, na manhã desta terça-feira, no Palácio das Esmeraldas.

Gracinha Caiado disse também que a hora é de separar a política e todos se unirem em prol da mesma causa e sensibilizar as pessoas para que que se possa cuidar do próximo nessa “guerra” contra o coronavírus.

“O que eu peço às pessoas é um apelo, mas um apelo em prol do povo, da comunidade, nós aqui não estamos tratando é política. Eu jamais tratei de política ou perguntei em quem votou. Não é justo você fazer essa guerra nesse momento. Não é digno. Chega a ser cruel. Nós precisamos humanizar o sentimento das pessoas, para cuidar do próximo”, destacou.

Devido às medidas, às vezes impopulares, que o governador tem de tomar no combate à covid-19, a primeira-dama disse que o governador fica “noites sem dormir”.

“Às vezes fica noites sem dormir. As pessoas precisam entender que ninguém trouxe esse vírus, ninguém quer esse vírus”, pontuou.

Gracinha Caiado informou também que o governador já se recuperou da infecção urinária e que o estado de saúde dele é “ótimo”. Ela aproveitou para agradecer a todos que fizeram orações por ele.