Governo de Goiás atrai investimento japonês para produção de fertilizante ecológico em Mineiros 

Data:

O governador Ronaldo Caiado conheceu nesta terça-feira (15), em Yokohama, no Japão, um projeto inovador que pretende instalar em Goiás uma planta de produção de fertilizante ecológico. A startup japonesa Tsubame BHB, em parceria com a empresa brasileira Atvos, vai implantar a iniciativa no município de Mineiros, no Sudoeste goiano. O projeto deve receber mais de R$ 200 milhões em investimentos.

A tecnologia, apresentada à comitiva goiana no segundo dia da missão internacional, utiliza o bagaço da cana-de-açúcar para produzir amônia aquosa verde, uma alternativa sustentável aos fertilizantes nitrogenados convencionais, que são derivados de combustíveis fósseis. O objetivo é fortalecer a cadeia nacional de fertilizantes e reduzir a dependência brasileira de importações nesse setor estratégico para o agronegócio.

Inovação e sustentabilidade no campo 

Caiado destacou o protagonismo de Goiás ao atrair tecnologias de ponta com responsabilidade ambiental. “Esse projeto é um exemplo claro de como o estado está se tornando referência em inovação agroindustrial. Unimos tecnologia e sustentabilidade para aumentar a produtividade de forma consciente”, afirmou. 

De acordo com a Tsubame, a proposta está alinhada à economia circular e à descarbonização da produção agrícola no Brasil. A nova planta será construída na Usina de Etanol Morro Vermelho, em Mineiros, e deve gerar cerca de 90 empregos diretos. A previsão é que a unidade comece a operar em 2028. 

O CEO da Tsubame, Koji Nakamura, acredita que o impacto do projeto vai além das fronteiras goianas. “Tenho certeza de que este projeto nasce em Goiás, mas terá um futuro promissor para todo o país. A agricultura precisa dessa amônia verde para continuar evoluindo”, disse. 

A tecnologia desenvolvida pela empresa japonesa já vem sendo testada desde 2019 e utiliza um catalisador inovador que permite a produção de amônia em condições de baixa temperatura e pressão, garantindo segurança, eficiência e menor impacto ambiental.

Leia Mais: Aparecida de Goiânia sobe ao 6º lugar entre as cidades com melhor saneamento do Brasil

Siga o nosso Instagram, se inscreva no YouTube e também nos acompanhe no TikTok

Banco japonês quer financiar projetos em Goiás 

Ainda durante a missão, Caiado se reuniu com representantes do Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC), que demonstraram interesse em financiar projetos goianos. A instituição, ligada ao governo do Japão, atua no financiamento de iniciativas sustentáveis ao redor do mundo, mas até então nunca havia operado diretamente em Goiás. 

Durante o encontro, o governador apresentou demandas prioritárias de Goiás. Entre elas estão a eletrificação de alta tensão nas regiões Nordeste e Vale do Araguaia, além da construção de silos para armazenar cerca de 18 milhões de toneladas de grãos.

Segundo Caiado, a resposta do banco foi positiva. “Eles deixaram claro que o que precisarmos estará à disposição. Não haverá limite de apoio. Isso nos dá mais segurança para avançar com esses projetos estruturantes”, afirmou. 

O executivo Amakawa Kazuhiko, do JBIC, declarou o desejo de estabelecer uma parceria duradoura com Goiás e orientou a comitiva sobre os caminhos para acessar os financiamentos. A reunião contou com a presença de secretários estaduais, prefeitos, deputados e representantes do setor industrial goiano. 

Compartilhe esse post

Inscreva-se

spot_imgspot_img

Mais Notícias

Recomendadas
Recomendadas

Chelsea confirma Estêvão fora até o fim da temporada e presença na Copa do Mundo vira dúvida

O atacante Estêvão Willian virou desfalque confirmado do Chelsea...

Sandro Mabel aciona Justiça contra Igor Franco por ataques e uso de IA em Goiânia

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, acionou a Justiça...

Mulher morre após agressão do companheiro e caso eleva feminicídios em Goiás

Uma mulher de 44 anos morreu na noite de...

Em Goiás, agressores de mulheres terão que pagar por tornozeleira eletrônica, anuncia Daniel Vilela

A proposta altera a legislação estadual vigente e estabelece que o monitorado seja responsável pelo pagamento integral do equipamento