Antenas de telefonia deixam de precisar de licença ambiental estadual em Goiás após decisão do STF

Data:

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Estado de Goiás não pode exigir licenciamento ambiental para a instalação e operação de antenas de telefonia celular e outras estruturas de telecomunicações. A decisão, tomada por unanimidade no fim de maio, declarou inconstitucionais dispositivos da legislação estadual que submetiam as Estações Rádio Base (ERBs) ao controle ambiental do Estado.

A Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) propôs a ação. A entidade questionou trechos da Lei Estadual nº 20.694/2019, do Decreto nº 9.710/2020 e da Resolução nº 259/2024 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cemam). As normas exigiam licenciamento ou registro ambiental estadual para a instalação e funcionamento das estruturas de telecomunicações.

Relator do caso, o ministro Cristiano Zanin destacou que Goiás extrapolou sua competência legislativa ao criar regras para um setor cuja regulamentação é de responsabilidade exclusiva da União. Segundo o entendimento do Supremo, os serviços de telecomunicações integram uma rede nacional e não podem ficar sujeitos a exigências diferentes em cada estado brasileiro.

A Corte também entendeu que as regras estaduais poderiam dificultar a expansão da infraestrutura de telefonia e internet. Segundo os ministros, a medida também geraria insegurança jurídica e atrasaria investimentos em serviços considerados essenciais para a população.

Com a decisão, o STF anulou os dispositivos que exigiam autorização ambiental estadual para as ERBs. A Corte também determinou que a legislação goiana exclua completamente as atividades relacionadas à instalação e à operação dessas estruturas.

STF derruba exigência ambiental para antenas em Goiás

O que muda na prática?

Na prática, as antenas de telefonia continuarão sujeitas às normas federais e à fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, elas não precisarão mais de licenciamento ambiental específico emitido pelo Estado de Goiás.

O setor acredita que a medida agilizará a implantação de novas antenas. A mudança deve favorecer especialmente a ampliação das redes 4G e 5G e reduzir etapas burocráticas no processo de instalação.

Por outro lado, especialistas da área ambiental apontam que a retirada dessa exigência diminui a participação dos órgãos estaduais na avaliação de possíveis impactos locais, principalmente em áreas ambientalmente sensíveis.

O entendimento do STF reforça uma posição já consolidada pela Corte. Segundo esse entendimento, a regulamentação dos serviços de telecomunicações deve permanecer centralizada na União. A decisão também serve de referência para situações semelhantes em outros estados do país.

Lucas Freitas
Lucas Freitas
Jornalista formado pela UNIFASAM - Centro Universitário Sul-Americano. Profissional apaixonado em entretenimento, cinemas, teatro, futebol e musicas. Jornalista por amor.

Compartilhe esse post

Inscreva-se

spot_imgspot_img

Mais Notícias

Recomendadas
Recomendadas

Aliança completa 68 anos e cobra mais apoio ao futebol feminino

Referência no futebol feminino goiano, o clube mantém atividades ininterruptas na modalidade e soma 16 títulos estaduais

Prefeitura substitui rotatória por cruzamento semaforizado no Parque Amazônia

A Prefeitura de Goiânia substituiu a rotatória do cruzamento...

Pesquisa do Procon Goiás aponta diferença de até 605% nos preços de flores e velas

O levantamento avaliou 32 itens em 20 estabelecimentos, entre os dias 16 e 20 de outubro

HMAP conquista selo que reconhece integração de processos e segurança do paciente

A unidade é o único hospital municipal de Goiás a alcançar esse nível de certificação