MP de Minas vai investigar operação que matou 26 suspeitos em Varginha

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O Ministério Público e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, informaram que vão investigar a operação que terminou com 26 mortos na madrugada de domingo (31), em Varginha (MG). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Minas Gerais, também vai acompanhar os trabalhos em função, principalmente, do elevado número de óbitos.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os confrontos ocorreram em duas abordagens diferentes. Na primeira, os suspeitos atacaram as equipes da PRF e da Polícia Militar (PM), sendo que 18 criminosos morreram no local. Em uma segunda chácara, conforme a PRF, foi encontrada outra parte da quadrilha e neste local, após intensa troca de tiros, sete suspeitos morreram.

Durante as duas abordagens, foram recuperados, explosivos, armas longas ponto 50 e 10 fuzis, além de outras armas, munições, granadas, coletes, miguelitos e 10 veículos roubados. Nenhum policial ficou ferido na ação. Os supostos criminosos mortos são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em assaltos do chamado “novo cangaço”.

O promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-MG, Igor Serrano, que está de férias, disse ao Estadão que o órgão se reunirá na quarta-feira (3), em Varginha, para definir uma comissão e as estratégias de ação. “Antes de qualquer manifestação, vou me inteirar dos acontecimentos”, disse ele.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, já designou uma representante para acompanhar os trabalhos em Varginha. A deputada estadual Andreia de Jesus (PSOL-MG), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, disse entender que “existe violação de direitos porque a operação terminou com um grande número de mortos e não prendeu ninguém”.

A parlamentar afirmou também que a Polícia Militar não conseguiu mostrar que houve, efetivamente, troca de tiros. Para ela, não há sinais de confronto. O chefe de jornalismo da Polícia Militar de Minas, tenente-coronel Flávio Santiago, disse que as críticas refletem desconhecimento de questões operacionais envolvendo “quadrilhas de alto índice de beligerância”. Ele citou a apreensão de armas de guerra – como uma .50 com poder de fogo contra tanques e blindados – além mais de 5.000 munições.


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