Presidente da CMTC relata dificuldade em fiscalizar ônibus que vem dos bairros para os terminais

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Desde a publicação do Decreto Nº 1.757, da Prefeitura de Goiânia, as concessionárias que compõem a Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC), tem enfrentado dificuldades para manter todos os passageiros sentados durante as viagens. A Justiça de Goiás, inclusive, determinou que as empresas atendam o decreto. Em nota, a RMTC informou que seriam necessários quase dois mil veículos para comportar a demanda. Atualmente, cerca de 1.100, o que compreende toda a frota, está em circulação.

De acordo com o presidente da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), Murilo Olhôa, a medida não é necessária para que se cumpra o decreto, entretanto, se não houver “comprometimento da sociedade”, principalmente dos comércios que tem aberto e convocado funcionários sem autorização, é possível que de fato, um lockdown possa ser decretado nos próximos dias. Neste caso, atividades que ainda estão autorizadas a abrir, consideradas não essenciais, não poderiam mais.

Fiscalização

Ficou definido que os seis terminais do Eixo Anhanguera (Terminais Goianira, Padre Pelágio, Dergo, Praça A, Praça da Bíblia e Senador Canedo), serão fiscalizados e organizados pela Polícia Militar. Já os outros terminais de Goiânia (Terminais Bandeiras, Goiânia Viva, Isidória, Novo Mundo, Parque Oeste, Recanto do Bosque e Vera Cruz), são responsabilidade da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com apoio dos fiscais da CMTC. Segundo Ulhôa, essa operação já vem sendo realizada desde segunda-feira (08).

Entretanto, não houve resultado positivo até o momento, já que os ônibus quem vem dos bairros chegam cheios nos terminais. “Existe uma dificuldade dos fiscais e da Guarda Civil de fazer com esses passageiros desçam. Agora os ônibus que estão nascendo nos terminais, esses sim estão saindo com os passageiros 100% sentados”, disse o presidente da CMTC que completou: “De cada 10 ônibus que saem dos terminais, seis, sete está saindo com passageiros sentados”.

A maior dificuldade é no Eixo Anhanguera

Segundo o presidente, a maior dificuldade enfrentada neste momento é em relação aos terminais e ônibus do Eixo Anhanguera. Ulhôa revela que no início, tentou-se fazer com que os passageiros em excesso descessem do ônibus, mas a operação foi considerada arriscada. “O ônibus do Eixo é uma viagem mais rápida, esses passageiros ficariam menos tempo nos terminais e chegariam ao destino mais rápido”, pontua.

Em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira (11), a RMTC, informou que 99 ônibus, entre articulados e biarticulados, estão em operação no Eixo Anhanguera. O texto diz que para que todos os passageiros viajassem sentados em todas as viagens, seria necessário pelo menos mais 200 veículos. Esta seria uma frota maior que a Metrobus já teve em toda sua história de operação na capital.


Leia mais: RMTC diz que 100% da frota está nas ruas, mas não comporta todos os passageiros sentados

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