Sindicato das empresas diz que Sindicoletivo não representa todos os trabalhadores

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O Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo), anunciou uma greve com início às 00h desta terça-feira (11). A principal reinvindicação da categoria é o reajuste salarial. Alessandro Moura, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (SET), diz que o SET apresentou uma contraproposta, mas não obteve resposta.

“Só no Ministério da Economia, onde fica a Secretaria do Trabalho, foram feitas três reuniões para conciliação. O SET recebeu a proposta, manifestou uma contraproposta e até agora não teve resposta do Sindicoletivo”, diz. Segundo Alessandro, as empresas entendem que o Sindicoletivo não representa todos os empregados. “Representa uma parcela pequena de pessoas”, pontua.

“Quando a gente caminha pelo dia a dia, vemos uma desconexão total da pauta apresentada por eles, daquilo que a gente ouve dos nossos colegas”, diz ele, que também é funcionário no transporte coletivo. Entre as cobranças do sindicato dos trabalhadores está o reajuste salarial de 15%, segundo Alessandro e cerca de 30 reinvindicações.

O SET acredita que esse reajuste é inviável neste momento de crise. “Nem nos cenários positivos, seria fácil reconhecer um aumento de 15% para qualquer categoria”, argumenta. Ainda de acordo com ele, neste momento de crise, a preocupação atual é manter o serviço e postergar a discussão para momentos mais favoráveis no futuro.

Contraproposta

Diante do pedido de 15% de reajuste salarial, as empresas propuseram não alterar nenhuma das cláusulas referentes a benefícios, mantendo a convecção coletiva como está. “A partir de julho, a gente espera que haja uma melhora da demanda e que não haja uma terceira onda. Verificamos em que condições o sistema está, e discute só a cláusula econômica”, diz ele.

À Bandeirantes, o diretor financeiro do Sindicoletivo, Carlos Alberto disse que os trabalhadores estão “sendo forçados novamente partir por esse caminho difícil. No ano passado [2020] nos comprometemos com a população por conta da pandemia, não fazer nenhuma paralisação, mas ficou caro para categoria”, diz ele.

Alessandro Moura argumenta que as empresas tem enfrentado dificuldades para continuar em operação e o grande medo atualmente, é para a operação por “inanição”. “Significa dificuldade para adquirir óleo diesel, de pagar os salários, comprar pneus e outros insumos”, sublinha ele.

Confira a entrevista completa com Alessandro Moura, vice-presidente do SET:


Leia mais: Trabalhadores do transporte coletivo anunciam nova greve, por reajuste de salários

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