O cantor Michael Jackson, falecido em 2009, voltou a ser alvo de acusações de abuso sexual em um novo processo judicial nos Estados Unidos. As denúncias foram apresentadas por filhos de Dominic Cascio, considerado um dos amigos mais próximos do artista.
As alegações vieram à tona após reportagem publicada pelo The New York Times nesta sexta-feira (24). Segundo o advogado da família Cascio, quatro dos irmãos acusam o artista de estupro. Um quinto filho não integra a ação por estar legalmente impedido de processar o espólio do cantor.
De acordo com os relatos, os supostos abusos teriam ocorrido ao longo de anos, durante a convivência próxima entre Michael Jackson e a família. Dominic Cascio conheceu o artista enquanto trabalhava em um hotel, e a relação evoluiu a ponto de o cantor frequentar regularmente a casa da família, em Nova Jersey, por mais de duas décadas.
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Mudança de versão
Em entrevistas anteriores, a família Cascio defendia a inocência do artista. Em 2010, Dominic participou de um programa da apresentadora Oprah Winfrey afirmando que nunca houve comportamento inadequado. Na época, os filhos também negaram qualquer irregularidade.
No entanto, mais de 15 anos depois, os irmãos afirmam que foram orientados a proteger o cantor. Em entrevista recente, disseram que atuavam como “soldados” na defesa pública de Michael Jackson.
Um dos irmãos, Eddie Cascio, relatou ao New York Times que acredita ter passado por um processo de manipulação psicológica. Ele afirma que o cantor os ensinava a negar acusações e a responder questionamentos sobre possíveis abusos.
Os denunciantes também mencionaram o impacto do documentário Leaving Neverland, lançado em 2019, afirmando que identificaram semelhanças entre os relatos apresentados na produção e suas próprias experiências.

Defesa nega acusações
O processo foi protocolado no Tribunal Superior de Los Angeles. A defesa do espólio de Michael Jackson classificou as acusações como uma tentativa de extorsão.
Segundo os advogados, a família Cascio permaneceu décadas sem apresentar denúncias formais. Eles também destacam que, em 2020, houve um acordo financeiro de US$ 16 milhões entre as partes. Com o encerramento dos pagamentos no último ano, a defesa sustenta que a nova ação judicial teria motivação financeira.



