Sérgio Rassi critica interferência do colegiado no futebol do Goiás

Ex-dirigente entende que Conselho Gestor deveria ser consultado apenas para questões administrativa e patrimoniais

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O ex-presidente do Goiás, Sérgio Rassi, concedeu entrevista exclusiva às Feras do Esporte, da Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira (16). Ele tratou de vários assuntos como dinheiro deixado em caixa, colegiado e eleições no clube.

Respondendo a perguntas da equipe esportiva, Sérgio Rassi inicialmente revelou o valor exato que deixou no caixa do clube quando renunciou à presidência. “No dia 25 de agosto de 2017 ficou no clube R$ 41.541.946,00”.

A ideia de ter um grupo para tomar as decisões dentro do Goiás começou na gestão do ex-presidente. Ele conta que na época, além dele, participavam das decisões no futebol, os dois vices, o presidente do Conselho Deliberativo, o diretor de futebol e o treinador. Para Sérgio, o atual modelo distorceu a ideia original. “Eu acho que esse colegiado devia atuar nas partes não ligadas ao futebol, talvez, na venda de algum atleta. O que eu acho indevido é uma comissão onde existe poucos expert decidirem por ele. Eu acho que houve certa distorção,” opina.

Sobre o atual momento do clube na Série A, Rassi diz que é necessário unir o clube fora de campo. Segundo o ex-presidente, caso isso não aconteça, o rebaixamento é inevitável.

Questionado se faz parte de um grupo de ex-presidentes que pretende lançar uma chapa para concorrer à presidência do Goiás no final do ano, Sérgio confirmou a sondagem, mas revelou que não integrará. “Eu declinei do convite por várias razões. Eu jamais irei contra o senhor Hailé, sua filosofia ou trabalhar em um grupo contrário ao que ele apoie. Eu também não tenho interesse em participar do futebol novamente,” justifica.

Sérgio Rassi apontou que o contato foi feito pelo ex-presidente Raimundo Queiroz. Apesar de não aceitar o convite para compor o grupo, o ex-dirigente destacou que é favorável ao processo democrático dentro do clube.