Secretária de Educação rebate vídeo do Sintego afirmando que houve congelamento de salários dos professores

Gaviole cita a lei 173/2020 que, diz que até dezembro de 2021, nenhum gestor executivo poderá realizar concursos ou conceder reajustes.

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Fátima Gaviole e Bia de Lima
De acordo com Fátima, “só se pode atribuir as declarações as proximidades do dia de votação do segundo turno. (Foto: Reprodução)

A secretária de Educação de Goiás, Fátima Gaviole, gravou um vídeo nesta sexta-feira (20), em resposta a declarações da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), Bia de Lima que, afirmou em vídeo, que o governo estadual está congelando o salário dos profissionais da educação. (Veja na íntegra abaixo)

Segundo Bia, o governo encaminhou um projeto de lei à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), que reajusta em 12,84%, a partir de janeiro de 2021, o salário somente para professores P-I e P-II do Quadro Permanente e de Professor Assistente (PAA, PAB, PAC e PAD, do Quadro Transitório), ambos do Magistério Público Estadual.

“Ficou de fora a grande maioria dos professores P-III e P-IIII. Nós precisamos fazer alguma coisa, até porque a situação já está insustentável. Já sofremos 18% de perdas salariais no governo do Caiado”, diz Bia. Ainda de acordo com ela, no projeto de lei enviado à Alego, há o congelamento dos salários em 2021 e 2022. Bia afirma que as 60 horas também seriam retiradas, ou seja, haveria uma queda salarial.

Gaviole atribui vídeo a campanha de segundo turno

A secretária de Educação, Fátima Gaviole, também gravou um vídeo em resposta às declarações de Bia de Lima. De acordo com ela, “só se pode atribuir as declarações as proximidades do dia de votação do segundo turno. “Não há nada que possa ser verdade que tenha sido feito por mim ou pelo senhor governador”, diz a secretária. (Veja o vídeo abaixo)

Gaviole cita a lei 173/2020 que, diz que até dezembro de 2021, nenhum gestor executivo poderá realizar concursos ou conceder reajustes. “Qualquer professor que já esteja recebendo no vencimento o que prevê o piso hoje, não poderá ter reajuste. Não é o governo estadual que não quer dar reajuste, é uma lei federal [aprovada] durante a pandemia, prevendo o caos econômico que passaria esse país”, declara.

Congelamento dos salários

Sobre o congelamento dos salários, Gaviole diz que não há previsão. “Você pode ler o PL [Projeto de Lei] que não está falando em congelamento, a única coisa que fala é que quando se manda um projeto para a Assembleia, tem que se prever o impacto financeiro nos próximos dois anos”, diz a secretária que completa: “Impacto financeiro é uma coisa, congelamento é outra”.

De acordo com ela, no ano passado, foi passada a previsão do impacto financeiro de 2020 e 2021 e neste ano será de 2021 e 2022. “Ninguém está congelando salário de ninguém. Pelo contrário, estamos trabalhando para garantir que possam ter alinhamento de salário nos próximos anos”, pontua.

60 horas

Segundo Fátima, o fim das 60 horas é uma ação judicial movida por cerca de 1.800 professores alegando que o estado estava obrigando eles a fazer 20 horas a mais além das 40. “Estamos encontrando uma saída para que todos vocês possam estar fazendo as 60 horas dentro da legalidade e isso vai ser feito”, afirma ela.

Ainda de acordo com Fátima, na próxima semana, novidades serão apresentadas. Fátima também exalta ações realizadas por Caiado, como pagamento de bônus para profissionais. A secretária finaliza o vídeo com um recado aos profissionais que trabalham por meio de contratos. “Semana que vem, nossos deputados estaduais irão votar a lei do governador que vai acabar com a quarentena”, revela.

Presidente do Sintego, Bia de Lima.
Secretária de Educação, Fátima Gaviole.

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