Presidente do Sepe relata pressão para retorno as aulas em instituições particulares

Nesta semana, uma liminar autorizou que oito berçários retornassem as atividades presenciais, o que motivou algumas instituições a buscar o mesmo recurso.

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Apesar da pressão e dos quase 190 dias de paralisação, Flávio afirma que o Sepe apoia a manutenção das aulas não presenciais. (Foto: Reprodução)

Em entrevista exclusiva ao Jornal Bandeirantes desta quarta-feira (23), o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Comerciais Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe), Flávio Roberto de Castro, relatou que vem sofrendo pressão por parte de instituições e pais de alunos para o retorno das aulas presenciais. De acordo com ele, o sindicato está seguindo orientações dos órgãos de saúde, mas com a liberação de outros segmentos, a volta as aulas vem sendo cobrada.

“A nossa preocupação enquanto diretor de escola é em relação a saúde. Existe muita dúvida. Em contrapartida, todos os outros setores tem liberações”. Segundo ele, todos os segmentos que pressionaram a justiça conseguiram a reabertura, e a educação é o único que a mais de 190 dias faz isolamento social.

Entre os critérios estabelecidos pelo governo, que consideram seguro o retorno as aulas está a diminuição da média de mortes por coronavírus em 15% e ocupação dos leitos de UTI da covid-19 em 75%. Além disso, o Centro de Operações de Emergências (COE), estabelece que esses critérios sejam mantidos por até quatro semanas seguidas.

Algumas instituições vão à Justiça

Nesta semana, uma liminar autorizou que oito berçários retornassem as atividades presenciais, o que motivou algumas instituições a buscar o mesmo recurso. “É obrigação do sindicato prestar assessoria jurídica, o sindicato não vai entrar com uma ação para todas, até porque muitas não tem esse entendimento”, ressalta.

“Hoje não temos mais uma unanimidade no sindicato quanto a suspensão das aulas, então algumas escolas tem o interesse em entrar na Justiça”, esclarece Flávio. Algumas instituições ameaçam entrar na justiça para pressionar o retorno das aulas presenciais.

Pressão e divisão

“Está muito difícil hoje porque tem pais que querem de voltas as aulas, parte da classe médica defende que pode-se voltar as aulas, está dividida essa discussão”, argumenta. “Quando se anda na cidade, para a grande maioria a pandemia acabou. O comércio está aberto, shopping e nesta semana tivemos a informação que irão abrir os eventos, ida aos estádios de futebol com limitação”, reclama Flávio.

Apesar da pressão e dos quase 190 dias de paralisação, Flávio afirma que o Sepe apoia a manutenção das aulas não presenciais em decorrência da pandemia do novo coronavírus. “Eu sei que a sala de aula é um ambiente diferente, mas isto está gerando uma insatisfação muito grande na comunidade, e é claro que há pressão sobre os diretores de muitas escolas, como essas que entraram na Justiça”, completa o presidente.

Ouça a entrevista completa com Flávio Roberto de Castro, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Comerciais Particulares de Ensino de Goiânia (Sepe).


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