Secretaria de Agricultura espera que preço da carne se estabilize nos próximos meses

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Foto: Reprodução

Em entrevista ao Jornal Bandeirantes nesta quarta-feira, 4, o Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, afirmou que a expectativa é que nos próximos meses ocorra o equilíbrio no preço da carne bovina no Brasil. Apesar disso, ele salientou que “não tem bola de cristal” para dar datas exatas.

“Estamos falando de um ajuste, estamos no período de recuperação de pasto e alimentação dos bovinos, dois a três meses. Acreditamos que dentro de pouco meses esse ajuste entre e oferta demanda vai acontecer e consequentemente os consumidores vão estar podendo ajudar um produto a preço acessível e ao mesmo os produtores vão ter a oportunidade de manter sua margem de rentabilidade dentro da sua propriedade”, disse o secretário durante a entrevista.

Questionado se há perspectiva mais certeira sobre quando o preço da carne será mais acessível, Antônio Carlos afirmou que não tem “uma bola de cristal para sinalizar o período exato desse ajuste”, mas que acredita “que agora nos próximos meses, no primeiro semestre de 2020 toda essa relação entre oferta e demanda será regulada”.

Entre os pontos principais que justificam o aumento está a alta taxa de exportação para a China, após o país asiático passar por uma crise da gripe suína que teria dizimado quase metade do rebanho desse tipo.

“Vale a pena a gente reforçar que isso não está ocorrendo unicamente e exclusivamente por conta do aumento das exportações. Fatores naturais ao longo dos últimos anos, o ciclo de produção do bovino tem ciclo de 3 anos (…) e nestes últimos anos houve um desestímulo muito grande por parte dos produtores qie consequentemente começaram a ter um crescimento do abate de vacas que geram os bezerros. E isso a partir de 2017 reduziu a oferta da carne nesse momento e gerou a maior demanda, coincidente com a alta demanda dos país que importam a carne brasileira”, explicou.

Segundo o secretário, é natural que o consumidor tenha “nesse primeiro momento o reajuste de todo esse comportamento dos preços”.

Produtor

“A boa notícia que nós temos é que o produtor tem uma capacidade muito rápida de respostas a esses estímulos positivos de recuperação de renda e consequentemente aumentar sua eficiência na produtiva e suprindo essa oferta maior do programa, trazendo ajuste ao longo dos próximos meses onde a gente acredita que esses preços se estabilizarão”, garantiu Antônio Carlos.

Ele também lembrou que Goiás tem o 2° maior rebanho bovino do Brasil o que gera rentabilidade para todo o estado.

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