Pandemia se encaminha para um “patamar de segurança”, afirma secretário de Saúde de Goiânia

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Em entrevista à Rádio Bandeirantes na manhã desta quinta-feira (22), o secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso, afirmou que a contenção da disseminação do vírus e a gravidade da doença estão se encaminhando “para um patamar de segurança”. Esse resultado, segundo Pedroso, foi possível graças a três fatores. “A restrição de mobilidade, a vacina e outra ação é o aumento expressivo no número de leitos”, diz.

Segundo o secretário, só há, atualmente, duas maneiras de combater a Covid-19: com a vacinação e barrando a transmissão do vírus. O índice de reprodução “R” (designa o potencial de propagação de um vírus dentro de determinadas condições) em Goiânia, está menor que 1. Se ele é superior a 1, cada paciente transmite a doença à pelo menos uma pessoa. Se é menor do que 1, cada vez menos indivíduos se infectam e o número dos contágios retrocede. 

O índice de transmissibilidade do vírus em Goiânia tem se mostrado variável nas últimas semanas. De acordo com o secretário, se calculado diariamente, poderia apresentar variações. “Nós trabalhamos com uma mensuração dele por semana, baseado também nas testagens ampliadas que são feitas. Houve um discreto incremento dele, de 0,8 para próximo 0,92, sendo que estar abaixo de 1 é o ideal”, explicou o secretário.

Leitos não serão desativados pelos próximos dois meses

A taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) na manhã desta quinta-feira (22), é de 69%. Já os leitos de enfermarias estão com 59% de ocupação. Dos 513 leitos disponíveis na rede municipal de Saúde de Goiânia (301 de UTI e 212 de enfermarias), 143 estão desocupados. Desses, 68 são de UTI e 75 de enfermaria. O secretário afirma que mesmo com a ocupação dos leitos em queda, os mesmos não serão desativados.

“A doença tem uma característica que gira em torno de duas a três semanas. Pensando nesta situação, nós só conseguiríamos ter uma estabilidade sustentada por pelo menos 60 dias”, afirma. De acordo com Pedroso, não há previsão de desativação dos leitos de UTI pelos próximos dois meses. “A margem de segurança sempre deve ser de 80% e, pensando em 300 leitos, teríamos que ter pelo menos sempre 60 leitos de UTI desocupados para garantir essa segurança”, pontou.

Vacinação

Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, 222.910 goianienses receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o que representa 14,51% da população. Já em relação a segunda dose, 129.129 pessoas receberam o reforço, representando 8,4% dos moradores da capital.

Os que mais receberam doses até o momento foram os idosos acima de 62 anos (158.930); trabalhadores da saúde (56.199); segurança e salvamento (3.680); idosos acamados (3.290) e idosos que vivem em abrigos (811). A aplicação da primeira dose deve ser retomada neste final de semana, já que o governador Ronaldo Caiado (DEM), anunciou a chegada de mais 107.400 unidades (21.400 Butantan e 86.000 Fiocruz). Dessas, 86.055 para a primeira dose.

Ouça a entrevista completa com Durval Pedroso, secretário de Saúde de Goiânia:


Leia mais: Vacinação em Goiânia continua contra covid-19, nesta quinta-feira (22)

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