Novo presidente da CMTC defende mudanças para diminuir impactos no transporte coletivo

Presidente defende mudanças e união entre empresas e poder público para melhorar o transporte coletivo

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Transporte Coletivo Eixo Anhanguera
Os ônibus da Metrobus, empresa que presta o serviço no Eixo, está operando com apenas 10% da capacidade. (Foto: reprodução / Instagran Metrobus.

O novo presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Domingos Sávio, que assumiu o cargo na sexta-feira (9), afirma que fará um trabalho à frente da companhia com responsabilidade para mitigar os impactos devido à pandemia da covid-19.

“Atualmente nós estamos com pandemia, temos a responsabilidade de fazer uma operação que cause menos impacto possível de aglomeração e isso daí, o dia a dia, nós vamos planejando o transporte exatamente em função dessa dinamicidade, você projeta e altera linhas. Altera os pontos de embarque e desembarque. Agora nós temos uma nova bilhetagem eletrônica que permite você fazer e implantar algumas ações que antes nós não poderiamos fazer como por exemplo o horário prioritário de embarque”, disse o presidente em entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia, nesta segunda-feira (12).

Domingos explica que é necessário uma união entre o poder público com as empresas para que o transporte coletivo tenha maior força e disponibilize bom serviço à população.

“Para ter uma robustez mais técnica e fiscalizatória. Isso daí a gente vai com o apoio dos governantes, tanto da prefeitura de Goiânia como do Governo do Estado, das demais prefeituras da região metropolitana. Temos de fazer com que os governantes se envolvam na discussão do transporte coletivo”, explica.

Ainda de acordo com Domingos, o valor da passagem do ônibus é paga na íntegra pelo usuário e iso já chegou a um limite, a discussão precisar ser feita.

“É inconcebível que o passageiro banque tudo. Hoje a tarifa de 4,30 é bancada totalmente pelo usuário. Isso já chegou a um limite. Essa discussão nacional, o ano passado, houve inclusive, um projeto de socorro do Governo Federal ao sistema de transporte. Infelizmente, foi vetado pelo presidente da República e o veto não foi derrubado. Nós estamos participando nacionalmente dessa discussão e com certeza ela vai voltar à tona. Não tem mais condições”, destaca.

Ele reforça que este é um problema de várias regiões brasileiras e não exclusivo da captal goianiense. “O transporte coletivo no Brasil, não apenas em Goiânia, essa discussão é no âmbito nacional. O transporte coletivo carece de melhorias na operação, carece de melhorias para a população usuária, porém isso tem um custo e esse custo para o usuário chegou ao limite. O usuário não tem capacidade para bancar a tarifa tanto em Goiânia, como Salvador, como em Porto Alegre.”

O presidente enfatiza que é preciso todos os envolvidos no transporte coletivo ceder um pouco para que o resultado seja relevante para os usuários.

“Assumimos na semana passada, vamos chamar todos os entes envolvidos na operação e planejamento de transportes e fazer todas as discussões. Nada está descartado. Todos os entes envolvidos tem que participar disso aí, cada um cedendo uma parte, em benefício do usuário”, destacou.


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