“MST deveria entender que o Brasil vive uma democracia”, diz Caiado

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Durante uma audiência pública na tarde desta quarta-feira (31) na Câmara dos Deputados, em Brasília, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

O clima estava acalorado e houve cortes de microfones durante o evento. O pedido para a participação do governador foi feito pelo deputado goiano Gustavo Gayer (PL-GO) e aprovado pelos membros da comissão.

Durante a audiência, Caiado enfatizou que o MST precisa compreender que o Brasil é uma democracia e que é inaceitável que pessoas tentem impor suas vontades acima daquilo que é determinado por lei como parâmetros para a convivência entre os cidadãos.

O governador destacou que alguns membros do movimento continuam desqualificando os produtores rurais, mesmo que o país seja reconhecido mundialmente por sua capacidade de produção, convivência com os trabalhadores, cumprimento do código florestal e qualidade de vida em cidades médias e pequenas.

“Como os municípios interioranos sobreviveriam se não fosse a agropecuária brasileira? A sociedade não aceita mais populismo e percebeu que não há sentido a sensação de reforma agrária. Com isso, este movimento perdeu o sentido”, disse. 

De acordo com Caiado, Goiás registrou 19 invasões em propriedades neste ano, no entanto, nenhuma delas durou mais de 48 horas. “O estado criou um esquema de segurança pública que tem a obrigação de informar ao comando central qualquer tentativa de assentamento à beira de rodovias goianas. É inaceitável, por isso, solicito um texto para tipificar este crime”, descreveu. 

O chefe do executivo goiano disse ainda: “Posso fazer um convite a vocês que defendem a reforma agrária para conhecer as 24 mil famílias assentadas em Goiás. Uma delas está no Vão do Paranã, onde está sendo implantado o projeto de irrigação de fruticultura para que seja gerado emprego e renda a essas pessoas”, destacou. “Precisamos ter transparência em nossas ações e o MST não tem”, finalizou.

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