MPGO propõe acordo com operadoras de telefonia para coibir abusos em ligações de telemarketing

Data:

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 70ª Promotoria de Justiça de Goiânia, propôs às operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo um TAC para combater práticas abusivas de telemarketing. As medidas buscam coibir ligações excessivas, mensagens em massa e cobranças feitas fora do horário permitido. O promotor de Justiça Élvio Vicente apresentou a proposta nos autos de uma ação civil pública que tramita na Justiça goiana.

O TAC estabelece uma mudança estrutural no modelo de contato com consumidores, com a adoção do sistema opt-in, em que o cliente só recebe ligações e mensagens publicitárias se autorizar previamente. Atualmente, o sistema utilizado é o opt-out, que permite o envio automático, cabendo ao consumidor solicitar o bloqueio.

De acordo com a proposta, as operadoras terão 30 dias para descadastrar automaticamente todos os consumidores de suas bases de telemarketing. Apenas quem manifestar consentimento prévio, livre e expresso poderá voltar a receber contatos promocionais.

Limites de horário para ligações

O acordo também define limites de horário para ligações: de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, das 10h às 16h. Ficam proibidas as chamadas automatizadas, como robochamadas e ligações mudas sem atendimento humano, além de ser obrigatório o bloqueio de novos contatos em até 24 horas após o pedido do consumidor.

As empresas terão ainda 60 dias após a homologação do TAC para realizar uma campanha nacional de comunicação, informando o público sobre o novo sistema e seus direitos. A divulgação deverá ocorrer por SMS, e-mail, banners, faturas e redes sociais, com conteúdo previamente aprovado pelo MPGO.

Leia Mais: Empregada doméstica e marido são presos em Inhumas por aplicar golpe de R$ 360 mil em idosa

Siga o nosso Instagram, se inscreva no YouTube e também nos acompanhe no TikTok

Multas por infração

O TAC estabelece multas proporcionais por infração, que podem chegar a ¼ do salário mínimo por ligação ou mensagem indevida. A autoridade aplica penalidades adicionais em caso de reincidência. O governo destinará os valores arrecadados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).

As quatro operadoras pagarão R$ 1 milhão por dano moral coletivo. O valor corresponde a 25% do pedido inicial na ação civil pública e serve como compensação pela adesão ao acordo e pela adoção imediata das medidas corretivas.

O TAC terá vigência inicial de 24 meses, com fiscalização trimestral pelo MPGO. Se houver descumprimento, a autoridade poderá prorrogar o prazo por mais 12 meses. As obrigações permanentes, como a manutenção do sistema opt-in, terão validade indeterminada. Caso as empresas não aceitem assinar o acordo, o processo judicial seguirá normalmente até sentença final.

Compartilhe esse post

Inscreva-se

spot_imgspot_img

Mais Notícias

Recomendadas
Recomendadas

Planalto elimina Paysandu nos pênaltis e conquista classificação histórica para a terceira fase da Copa do Brasil

O Planalto Esporte Clube escreveu mais um capítulo histórico...

Palmeiras, Santos e Mirassol avançam na Copa do Brasil; São Paulo e Bragantino são eliminados 

Times paulistas viveram noite decisiva na Copa do Brasil, com três classificações e duas eliminações na quinta fase do torneio

Flanelinhas que exigirem dinheiro de motoristas poderão responder por extorsão na Pecuária de Goiânia

Cerca de 80 agentes atuarão diariamente no entorno do Parque Agropecuário para coibir reserva irregular de vagas e possíveis crimes contra motoristas

Trânsito no entorno da Pecuária de Goiânia terá bloqueios, desvios e proibição de estacionamento

Interdições, mudanças no fluxo de veículos e restrições de estacionamento serão implantadas no entorno do Parque de Exposições durante os dias de evento