Goiás lança plano de cultura exportadora, com ênfase em pequenos e médios empresários

De janeiro a julho de 2020, Goiás ficou em 8º lugar entre os estados, expostando US$ 5 bilhões, número 22,7% maior que o mesmo período de 2019.

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Caiado durante apresentação do Plano de cultura exportadora
O estado é um dos primeiros do país a iniciar oficialmente a execução do projeto. (Foto: Divulgação / Secom Goiás)

O governador Ronaldo Caiado lançou, nesta quinta-feira (27), por videoconferência, o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) em Goiás. O estado é um dos primeiros do país a iniciar oficialmente a execução do projeto do Governo Federal, que tem como objetivo ampliar o número de exportadores brasileiros. “Nosso grande desafio é dar ao pequeno e médio empresário a competência de disputar no mercado lá fora”, disse o governador.

Caiado mencionou os incentivos para que as empresas se instalem em Goiás. Somente este ano já foram 90 protocolos assinados, com previsão de investimentos R$ 4,1 bilhões e geração de mais de 40 mil empregos no Estado. Listou, ainda, a desburocratização que facilitou o acesso a créditos e, mais recentemente, a internacionalização do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia.

O governador lembrou que Goiás foi, em julho, o colocado como Estado mais relevante na exportação. No acumulado de janeiro a julho de 2020, ficou em 8º lugar, quando exportou quase US$ 5 bilhões, número 22,7% maior que o mesmo período do ano anterior. “Dados demonstram que estão comprando cada vez mais produtos goianos”, sublinhou. Ele ainda opinou que, com o lançamento do PNCE, a capacidade produtiva de Goiás no cenário.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Adonídio Neto, alertou que Goiás e também o Brasil têm como foco no comércio exterior a venda de commodities. Ele defendeu que é preciso mudar essa cultura e que o PNCE é o caminho para que os produtos manufaturados no Estado cheguem a outros países. “O mercado está aberto, mas o empresário precisa ter uma cultura de fazer negócios com outros países. Produzir em reais e vender em dólares é um atrativo e tanto”, comentou Adonídio.

Rede de apoio

O Plano Nacional da Cultura Exportadora prevê a criação de uma rede de apoio às empresas goianas, que será formada por diversas instituições públicas e privadas. Esse somatório de forças resultará numa maior inserção dos goianos no cenário internacional.

Também presente na videoconferência, o senador Luiz do Carmo parabenizou o governador Ronaldo Caiado por fazer do PNCE uma realidade em Goiás. “Além de contribuir para que o empreendedor cresça, [o projeto] permite que toda a economia seja movimentada. Se atrai investimentos, o Estado só tem a crescer”.

Participaram da reunião representantes do Ministério da Economia, dos Correios, do Porto Seco Centro-Oeste, secretários de Estado, deputados estaduais e federais, além de representantes de diversas entidades, como a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e universidades.


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