Fura-fila: PC investiga agentes de saúde suspeitos de montar esquema na vacinação em Luziânia

Após a operação, uma das investigadas confessou todo o esquema em seu interrogatório policial.

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Vacinação Luziânia
Caso sejam condenadas pela Justiça, as investigadas poderão receber pena de mais de 13 anos de prisão. Foto: PC Goiás)

A Polícia Civil, por meio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Luziânia, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (09), a Operação Cura, que apura supostas irregularidades na campanha de vacinação contra a Covid-19 em Luziânia. De acordo com as investigações, profissionais de saúde que teriam atuado de forma a favorecer, irregularmente, pessoas na fila de vacinação (esquema “fura-fila”).

O Poder Judiciário deferiu dois mandados de buscas domiciliares. Após a operação, uma das investigadas confessou todo o esquema em seu interrogatório policial. A oitiva confirmou o que a investigação da PC já havia constatado: as investigadas, de fato, furavam a fila estabelecida pela campanha de vacinação, favorecendo pessoas que não preenchiam os requisitos para serem vacinadas naquele momento.

As equipes apreenderam, durante a operação, objetos que serão úteis para confirmação completa do modo como funcionava o esquema criminoso e podem, inclusive, levar ao esclarecimento de outras pessoas envolvidas no delito. Caso sejam condenadas pela Justiça, as investigadas poderão receber pena de mais de 13 anos de prisão, pelos crimes de peculato-desvio e de infração de medida sanitária preventiva majorada.

Os indivíduos que foram vacinados irregularmente também podem responder pelo crime de associação criminosa, caso seja comprovado que sabiam que estavam sendo favorecidos indevidamente ao serem vacinados mesmo sem preencher os requisitos estabelecidos pela campanha de vacinação naquele momento.


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