Em live, Bolsonaro justifica indicação de Aras para PGR

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Presidente Jair Bolsonaro disse novo PGR devia estar dentro da "média". Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro justificou ontem, em sua live semanal do Facebook, a indicação do subprocurador Geral da República, Augusto Aras para substituir Raquel Dodge como Procurador Geral da República. Ele afirmou que precisava escolher alguém dentro da “média”: “A gente buscou uma pessoa ali que fosse nota 7 em tudo. Não 10 em uma coisa e 2 outra”.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que elabora a lista tríplice, considerou a decisão como um ‘retrocesso’. O novo procurador Geral da República terá de passar ainda por uma sabatina no Senado Federal. O mandato de Raquel Dodge termina no próximo dia 15 de setembro.

Ele citou duas questões que pesaram na hora da escolha do novo procurador: a ambiental e a homofobia. Sobre a questão ambiental disse que o novo procurador não deveria ser “radical” no assunto. “Vamos supor que a gente bote alguém lá que não pode ver uma vara de bambu sendo cortada que já processa todo mundo. Como é que ficaria alguém que tivesse uma visão muito radical na questão ambiental? Como é que ficaria o agronegócio no Brasil?”, questionou.

Sobre homofobia e racismo, o presidente disse que não dá para tornar os crimes equivalentes. “Eu sei se você é branco ou não é, se é afrodescente ou não é, dá para ter uma noção aqui. Agora se um cara é homossexual você não sabe. Você brinca com o cara, fala um palavrão pro cara e vai que ele seja esse palavrão. Vai na delegacia e registra queixa. Isso é crime inafiançável? Vai pra cadeia!”, criticou. Em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal, tipificou atos de homofobia equivalentes aos de racismo.

O presidente também pediu que os seus eleitores que o criticaram nas redes sociais, retirassem as queixas e lhe desse uma chance.

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