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quinta-feira, 18, julho 2024
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Bolsonaro critica Bachelet e ataca pai que foi torturado no regime de Pinochet

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O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quarta-feira, 4, em um post no Facebook, a alta comissária de Direitos Humanos da ONU e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet , que mais cedo havia desaprovado as  políticas do governo brasileiro, afirmando que há um “encolhimento do espaço democrático no Brasil”. A declaração de Bachelet ocorreu  em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas em Genebra. Bolsonaro afirmou que a ex-presidente está seguindo o presidente francês Emmanuel Macron ao se “intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira”.

O presidente postou: “Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”. A publicação foi acompanhada de uma foto de Bachelet ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff e de Cristina Kirchner feita na cerimônia de posse do seu segundo mandato como presidente do Chile, em 2014.

Bolsonaro também atacou o pai de Bachelet, o general de brigada da Força Aérea chilena Alberto Bachelet Martínez, que foi preso e torturado pela ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). “[Bachelet] Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, escreveu o presidente.

Alberto Bachelet morreu de infarto na Prisão Pública de Santiago, aos 50 anos, em 1974. Em 2014, dois ex-militares foram condenados pela tortura e morte dele.

Em coletiva de imprensa durante saída do Palácio da Alvorada na manhã de hoje, Bolsonaro voltou a criticar a ex-presidente do Chile e  mencionou de novo o pai dela:

“Ela, agora, vai na agenda de direitos humanos. Está acusando que eu não estou punindo policiais e que estão matando muita gente no Brasil. Essa é a acusação dela. Ela está defendendo direitos humanos de vagabundos”, disse o presidente que completou afirmando que Bachelet ocupa o posto na ONU porque “não tem nada o que fazer”.

“Senhora Michelle Bachelet, se não fosse o pessoal do Pinochet derrotar a esquerda em 73, e seu pai, hoje o Chile seria uma Cuba. Parece que quando tem gente que não tem o que fazer, como a Michelle Bachelet, vai lá para cadeira de direitos humanos da ONU. Passar bem senhora Bachelet”, finalizou o presidente.

Críticas

Na entrevista coletiva em Genebra, Bachelet  havida respondido perguntas sobre a situação dos direitos humanos no Brasil. Para ela, há um “encolhimento do espaço cívico e democrático” no Brasil, o que  fica claro com os ataques contra defensores de direitos humanos, instituições de educação e às atividades de organizações da sociedade civil.

A ex-presidente disse que estava preocupada com o Brasil e criticou a atitude do governo Bolsonaro de celebrar o golpe militar de 1964, afirmando que a “negação dos crimes do Estado” poderá gerar um “enraizamento da impunidade e reforçar a mensagem de que agentes do Estado estão acima da lei”. Ela também ressaltou o aumento da violência policial no país no período recente , mencionando que 1.291 pessoas foram mortas pela polícia entre janeiro e junho deste ano só nos estados do Rio e São Paulo.

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