Conselheiros tutelares eleitos tomam posse em Goiás

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Foto: DIvulgação/ Seds

Os 1.310 conselheiros e conselheiras tutelares eleitos tomaram posse nesta última sexta-feira, 10,  para o mandato de quatro anos. De acordo com a legislação brasileira, a garantia da estrutura de funcionamento dos conselhos cabem ao município, já ao Estado é atribuído a capacitação dos conselheiros e monitoramento do serviço de proteção às crianças e adolescentes.

Em Goiânia, a posse dos 30 novos conselheiros da capital foi na Assembleia Legislativa.

Na solenidade, o presidente do Conselho Municipal da Criança adolescente, Agnaldo Lourenço Filho, deu as boas-vindas aos novos colegas, lembrando-os da esperança que eles representam para crianças e adolescentes. “Ser conselheiro não é cargo. É missão”, afirmou.

A secretária de Desenvolvimento Social de Goiás, Lúcia Vânia, completou e afirmou que essa é “uma missão sagrada”. Ela garantiu aos novos conselheiros que o governo de Goiás, além da capacitação, está atento ao aparelhamento dos conselhos tutelares e que vai oferecer as condições necessárias para que o órgão possa desempenhar seu papel. “O governo de Goiás trabalha para que Goiânia seja referência nessa área.”

 Capacitação

Os novos conselheiros já tiveram a primeira fase da capacitação em dezembro do ano passado, quando participaram do primeiro Workshop para Conselheiros Tutelares realizado em Goiás. Entre os meses de fevereiro e abril, serão realizadas outras 14 oficinas regionais para dar continuidade aos treinamentos dos conselheiros.

Entre os temas abordados nas oficinas, presididas por especialistas, está o enfrentamento ao abuso sexual de crianças e adolescentes, o que para Lúcia Vânia, é o principal desafio que os conselheiros tutelares de Goiânia devem enfrentar. “É inaceitável que, diariamente, tenhamos três, quatro casos de abuso sexual de crianças e adolescentes na Grande Goiânia”, afirmou ela. 

A secretária, que foi autora da lei que garantiu remuneração e direitos trabalhistas básicos aos conselheiros, afirmou ser uma “companheira de trabalho” dos conselheiros e fez questão de ressaltar que conta com eles para desenvolver um trabalho efetivo na proteção das crianças e adolescentes e que tem a convicção de que eles corresponderão às suas expectativas. “Preciso de vocês e confio em cada um”, finalizou. ​

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