Caiado diz que pediu à equipe econômica de Bolsonaro ajuda na recomposição do ICMS

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Foto: Reprodução

Em entrevista ao programa 90 minutos, da Rádio Bandeirantes, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) informou que em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, e demais governadores do Centro-Oeste, foi feito o pedido para a recomposição do ICMS, o que para ele, ajudaria no custeio da máquina para passar a crise e recessão provocada pela pandemia do Coronavírus.

Segundo Caiado, o plano do governo federal de fazer repasses através do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a suspensão das dívidas dos estados com a União favorece os estados do nordeste e norte, mas não os do Centro-Oeste.

“Precisamos de um receituário diferente”, afirmou. Segundo ele, enquanto a receita de alguns estados das outras regiões chegam a 55% pelo FPE, no centro-oeste este número é de 23%.

“O significado do FPE pra gente é muito menor. A nossa base de suspenção é o ICMS e pedimos que ele nos contemplasse a recomposição do ICMS porque ai teríamos a condição de enfrentar os problemas de saúde e fazer nossos compromissos que é quitar a folha, manter o custeio da máquina nesse momento de emergência que estamos vivendo”, explicou.

Apesar do apelo, o governador disse que a equipe econômica não teve resposta objetiva para a solicitação e reforçou a ajuda no aumento de verba para a saúde nos Estados.

De acordo com Caiado, a projeção para Goiás é de uma perda de 27% da arrecadação, na casa de quase R$ 5 bilhões.

Medidas

Caiado também explicou as medidas tomadas pelo governo estadual a partir de decretos que suspendeu quase todas as atividades no Estado. Ele reafirmou que a posição é de dar segurança à população, principalmente aos grupos de riscos, e não causar o colapso na rede hospitalar do Estado.

“Eu não posso deixar é que haja uma proliferação do vírus e ao mesmo tempo colocando minha população de mais de 60 anos em que eu não teria capacidade hospitalar para dar um atendimento de qualidade e digno”, disse. E completou: “Muitas vezes é pelo colapso da rede hospitalar que a pessoa morre não é só pelo coronavírus”.

O governador lembrou que há uma preocupação extra com o entorno de Brasília, pela proximidade com um dos Estados que mais tem casos da doença. Segundo ele, providência para a região já foram tomadas, porém, há ainda carência hospitalar e social.

Em relação ao prazo para a volta do funcionamento de empresas e industrias, Caiado afirmou eu é preciso esperar o dia 4 de abril chegar, data do fim da vigência do decreto, para poder fazer uma análise:  “chegando nessa data vamos ver a curva de contaminação e vamos saber e liberando aos poucos o que vamos identificar o que não vai mais colocar em risco a população mais idosa”.

Confira a entrevista na íntegra:

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