Bolívia vive “vazio de poder” após renúncia de Evo

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O presidente, que governava o país desde 2006, renunciou ao cargo, após uma onda de protestos que já durava 21 dias. Foto: ABI

Após a renúncia do presidente Evo Morales na noite deste domingo, 10, a Bolívia vive um vazio no poder executivo. Junto com o Morales, renunciaram Álvaro García Linera, vice-presidente do país, Víctor Borda, presidente da Câmara de Deputados, e Adriana Salvatierra, presidente do Senado.

Portanto, cabe agora ao Legislativo do país escolher um novo presidente do Senado, para que possa acatar a renúncia de Morales e dar início ao processo de novas eleições.

O presidente, que governava o país desde 2006, renunciou ao cargo, após uma onda de protestos que já durava 21 dias e também depois do alto comando do exército pedir publicamente pela retirada dele do poder.

Segundo a constituição boliviana “em caso de impedimento ou ausência definitiva do presidente, ele será substituído pelo vice-presidente e, na ausência deste, pelo presidente do Senado, e na ausência deste pelo presidente da Câmara dos Deputados. Neste último caso, novas eleições serão convocadas dentro de um período máximo de noventa dias”.

Com a ausência dos chefes da Câmara e do Senado, o vice-presidente do Senado deve convocar uma sessão e encaminhar os próximos passos, porém ainda não há certeza de como o Legislativo irá proceder. Uma possibilidade é que algum nome assuma a presidência do Senado para finalizar o atual mandato de Morales, que vai até 22 de janeiro, enquanto novas eleições são convocadas ou que legisladores definam um “governo de consenso” até o fim do atual mandato.

Ainda há a possibilidade de que os partidos políticos e movimentos civis cheguem a um acordo em relação ao nome de algum senador que possa ocupar interinamente a presidência, enquanto o processo de novas eleições é realizado.

O partido de Evo Morales, o Movimiento al Socialismo (MAS), tem maioria nas duas câmaras.

*Com informações da Agência Brasil

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