Ataque hacker: Polícia Federal prende suspeito de invasão do sistema do TSE

Segundo inquérito policial, grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do órgão no primeiro turno das Eleições Municipais

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Justificar voto das eleições no Tribunal Superior Eleitoral
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília. (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

Na manhã deste sábado (28), a Polícia Federal deflagrou a Operação Exploit, com o objetivo de desarticular a associação criminosa que teria promovido os ataques hackers ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no primeiro turno das Eleições 2020, no último dia 15 de novembro, com o acesso e divulgação ilegal de informações de servidores públicos do órgão.

As ações se desenvolvem com a cooperação da Polícia Judiciária Portuguesa – Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica. De acordo com informações da PF, estão sendo cumpridos, no Brasil, três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Além disso, em Portugal, são cumpridos um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão. Os mandados cumpridos no Brasil foram expedidos pelo Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, após representação efetuada pela Polícia Federal e manifestação favorável da 1ª Promotoria de Justiça Eleitoral.

De acordo com o inquérito policial, um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE no primeiro turno das Eleições Municipais de 2020. Além do acesso ilegal aos dados de servidores públicos divulgados no dia das eleições, a Polícia Federal apura outras atividades criminosas do grupo.

Os crimes apurados no inquérito policial são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no Código Penal; além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições (9.504/97). Não foram identificados quaisquer elementos que possam ter prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação.


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