Prefeito Leandro Vilela propõe reajuste de 6,27% para todos os professores de Aparecida, mas projeto é adiado na Câmara

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O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), enviou à Câmara Municipal um projeto de lei propondo reajuste de 6,27% para todos os professores da rede municipal de ensino. A proposta prevê a atualização salarial a partir de 1º de maio de 2025, beneficiando mais de 3 mil profissionais da educação — não apenas os 21 que recebem o Piso Nacional do Magistério.

No entanto, a Câmara adiou a votação após o vereador Felipe Cortes (PL) pedir vistas do projeto durante a sessão desta terça-feira (13). Com isso, o reajuste ainda não está garantido, e os professores seguem sem a confirmação da atualização salarial.

Reajuste para todos os servidores foi aprovado

Apesar do impasse sobre o aumento específico dos professores, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 122/2025, também de autoria do Executivo, que concede revisão geral anual aos servidores públicos municipais. O reajuste aprovado é de 5,48%, com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre março de 2024 e março de 2025.

Reação do sindicato

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Aparecida (Sintego), Valdecir Português, o pedido de vistas foi um erro que prejudica os profissionais. Segundo ele, a categoria reivindica o reajuste a partir de janeiro. No entanto, a administração argumenta que só poderá aplicar o aumento a partir de maio, devido à situação financeira herdada da gestão anterior, que deixou uma dívida de R$ 500 milhões e a folha de pagamento de dezembro em aberto.

A negociação sobre o pagamento retroativo segue em andamento entre a Prefeitura e o Sintego.

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Leia Mais: Prefeitura organiza esquema especial para trânsito e segurança na 78ª Pecuária de Goiânia

Greve parcial continua

A greve dos profissionais da educação, iniciada em 29 de abril, continua de forma parcial em algumas unidades escolares. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, apenas 10 unidades aderiram à paralisação.

Nesta semana, a Prefeitura entrou na Justiça para pedir que a greve seja considerada ilegal. A administração afirma que existe uma mesa de negociação em andamento. Também reforça que apresentou uma proposta de reajuste e que os salários seguem sendo pagos em dia, mesmo diante das dificuldades financeiras do município.

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