Regra do jogo: muda ou não muda o regulamento do Campeonato Brasileiro?

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Por Juliano Moreira

No fim da tarde da última segunda-feira (13), o site Uol surpreendeu a todos ao trazer uma informação de que os clubes que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro estariam debatendo a possibilidade de reduzir de quatro para três o número de rebaixados na competição nacional.

Leia mais: MP-GO investiga quadrilha especializada em fraudar resultados de jogos da Série B do Brasileirão

De acordo com o portal, a ideia é apresentar uma proposta para votação no Conselho Técnico da Primeira Divisão, que acontece nesta terça-feira (14), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O movimento acontece justamente na edição de 2023, que será a primeira dos últimos anos a contar com os principais clubes do torneio. De acordo com informações extraoficiais, o Cruzeiro, campeão da Série B do ano passado e que passou as últimas três temporadas na Segundona, seria o principal articulador do movimento. No entanto, há bastante divergência entre os clubes. Em Goiás, a maioria das equipes vai na contramão do desejo da Raposa.

Único representante goiano na elite do futebol brasileiro, o Goiás, através de seu presidente Paulo Rogério Pinheiro, diz estar alinhado e comprometido com a Liga Forte Futebol do Brasil (LFF) e que se posicionará de acordo com o posicionamento da entidade.

“Estamos alinhados e comprometidos com a LFF (Liga Forte Futebol do Brasil). Iremos nos posicionar de acordo com o deliberado pela LFF”, disse Paulo Rogério Pinheiro à Rádio Bandeirantes.

Na Série B, Atlético Goianiense e Vila Nova discordam totalmente da mudança. Do lado rubro-negro, o presidente Adson Batista entende que a mudança só beneficiará quem já está na primeira divisão e que a medida não vai ajudar o futebol brasileiro a melhorar. Além disso, ele acredita que todos os integrantes da Liga Forte Futebol do Brasil (LFF) também deveriam ser contrários à alteração.

“Por coerência, os clubes da LFF (Liga Forte Futebol do Brasil) deveriam se posicionar contra essa mudança de quatro rebaixados para três Essa mudança só é benéfica para quem está no topo. (Série A). Não creio que mudar esse critério vai ajudar a melhorar o futebol brasileiro, onde as diferenças são brutais entre os que têm muito e os que não têm nada. Não estamos todos engajados para mudar isso? No momento, somos contra diminuir 5% das chances de quem tem expectativa de subir de divisão”, comentou Adson Batista à Bandeirantes.

Indo na mesma linha de Adson Batista, o presidente vilanovense, Hugo Jorge Bravo, salienta que pensa da mesma forma que os demais clubes da segunda divisão, que perderiam uma das quatro vagas do acesso à elite do futebol nacional. Para o mandatário, é melhor que tanto o rebaixamento da Série A quanto o acesso da Série B siga com quatro vagas.

“O que eu penso é a mesma coisa dos clubes da Série B. Apesar do nosso risco de cair ser maior do que a nossa chance de subir, sendo bem sincero, pois foi o que nós experimentamos ao longo dos últimos 30 anos, nós achamos que é melhor que continue em quatro. Mas vai haver um movimento muito forte para reduzir para três, que é o que acontece na maioria das ligas mundiais”, afirmou Hugo Jorge Bravo à Rádio Bandeirantes.

Outro clube que é contra a alteração do número de vagas de rebaixados e, consequentemente, nas vagas de acesso, é a Aparecidense. Para o presidente do Camaleão, Elvis Mendes, a medida beneficiará apenas os times que já estão na Série A e tornará ainda maior o “abismo” existente entre as equipes grandes e as que são consideradas emergentes.

“Sou totalmente contra (a mudança). Isso só beneficia quem já está na Série A. Vai tornar ainda maior o abismo que já existe entre os grandes clubes e os clubes emergentes no país”, salientou Elvis Mendes à Bandeirantes.

Embora o lobby pela mudança, feito por algumas equipes, seja grande, existe um obstáculo judicial para que os regulamentos das quatro divisões nacionais sejam alterados. Isso porque o Estatuto do Torcedor só permite que a fórmula de disputa das competições brasileiras sejam alteradas a cada dois anos e, no ano passado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alterou o modelo da Série C, que caso a nova regra seja aprovada, também teria de se adequar aos novos números de rebaixados e de ascendentes.

Até o fechamento desta matéria, a Liga Forte Futebol do Brasil (LFF) e a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) não haviam se manifestado.

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