Nova data do julgamento: “Aquele 5 de julho não pode ficar por isso mesmo”, diz Valério Filho

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O julgamento dos réus no caso do assassinato do jornalista Valério Luiz foi remarcado para o dia 14 de março de 2022, quase 10 anos após o episódio que abreviou a vida do cronista esportivo, assassinado em cinco de julho de 2012, quando saía da Rádio Bandeirantes, onde trabalhava.

Em entrevista à Bandeirantes, o filho de Valério e advogado do caso, Valério Luiz Filho, disse que durante o processo houve diversas intempéries, contudo ele demonstrou otimismo para o julgamento e espera que a justiça seja feita, para ele, para o seu Avó, Manoel de Oliveira, que morreu em fevereiro de 2021, e para toda a sociedade goiana, que, segundo Valério, também está na torcida para que a justiça prevaleça neste episódio.

“No dia 14 de março de 2021, logo antes do caso completar 10 anos, que é uma data marcante, portanto a gente espera que antes disso acontecer, antes dos 10 anos se completarem, nós consigamos a condenação de todos eles no tribunal do júri. É claro que depois dessa condenação eles vão recorrer, mas será um marco importante e eu não tenho dúvida que a condenação será mantida e em breve todos eles cumprirão pena, pagarão pelo que fizeram, porque isso está dentro do meu coração, do meu avó Manoel, onde ele estiver, e eu acredito de toda a sociedade goiana, porque as pessoas me falam quando me veem na rua, que aquele cinco de julho não pode ficar por isso mesmo, que precisa ter uma resposta e no que depender de nós, nós vamos continuar na luta para que justiça seja feita”, disse Valério.

Ainda de acordo com Valério Filho, antes dessa data — de março de 2022 –, o julgamento já havia sido marcado para junho de 2020, porém suspenso em decorrência da pandemia da covid-19.

“É importante lembrar que a decisão que mandou os réus a júri é de agosto de 2014, desde então nós aguardamos os recursos deles no Tribunal de Justiça, STJ, STF. Ultrapassamos todas essas etapas, o juiz Jesseir Coelho disse que não havia estrutura para realizar o julgamento, depois desmembrou o julgamento, depois o réu Silva, o PM, entrou com incidente de insanidade alegando ser louco. Demorou mais de um ano para a junta médica do Tribunal de Justiça provasse que ele estava mentindo; depois o processo foi para o juiz Lourival Machado que marcou o júri para junho de 2020, que foi suspenso em razão da pandemia”, explicou Valério.

Serão levados a júri popular o cabo da PM Ademá Figuerêdo Aguiar Filho, o sargento reformado da PM Djalma Gomes da Silva, Urbano de Carvalho Malta, Marcos Vinícius Pereira Xavier e o ex-cartorário e ex-presidente do Atlético Clube Goianiense Maurício Borges Sampaio.

Em 2019, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara pediu afastamento da presidência da comissão alegando motivos pessoais e que, portanto, era “suspeito de continuar atuando para a concretização do júri popular, batendo contra todo o sistema processual”.

Valério Luiz foi morto a tiros na saída do trabalho, da Rádio Bandeirantes, em Goiânia. Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público (MPGO), à época, o assassinato foi motivado pelas críticas constantes de Valério Luiz à diretoria do Atlético Clube Goianiense, da qual Maurício Sampaio era vice-diretor.

A Bandeirantes não conseguiu contato com as defesas dos réus, contudo o espaço fica aberto para futuras manifestações.


Leia mais: Justiça marca nova data para júri popular dos acusados de assassinar Valério Luiz

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