Sindicoletivo confirma paralisação de trabalhadores do Transporte Coletivo nesta sexta-feira

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O Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) confirmou o início de uma paralisação na madrugada desta sexta-feira (09), a partir das 4h. “É sempre muito difícil, um operativo muito difícil, mas acho que vai ter uma adesão bastante grande”, diz Carlos Alberto Santos, diretor financeiro do Sindicoletivo.

O setor reivindica prioridade na vacinação contra a Covid-19, além de outras questões trabalhistas. Em entrevista ao Jornal Bandeirantes no último dia 29, quando foi anunciado a intenção de paralisar os trabalhos, Carlos Alberto argumentou que “tem setores que estão sendo vacinados antes de nós e não são tão prioritários assim”, falou. Ainda de acordo com ele, o setor não está recebendo atenção, nem das autoridades ou da patronal dos mesmos.

Na manhã desta quinta-feira (08), o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, criticou a intenção de paralisar o transporte. “Essa questão da vacinação não é na base da reivindicação e muito menos de atos neste momento inoportunos do ponto de vista de greve. O caos seria aumentado”, disse o secretário. Alexandrino também afirmou que a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) tem discutido sobre isso, mas o Ministério da Saúde (MS), não os colocou como prioridade máxima para este momento.

“Não que não sejam importantes ou prioritários, mas para este momento, existem outros grupos que são mais vulneráveis. E no ambiente de escassez de doses, existe a prioridade e a prioridade dentro da prioridade”, pontuou o secretário. Segundo o Sindicoletivo, já são 270 casos confirmados entre trabalhadores do transporte e 16 óbitos confirmados.

Sindicato das empresas não aprova a greve

Em nota enviada à imprensa, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (SET) informou ser favorável a vacinação dos trabalhadores do transporte público coletivo, mas que a paralisação do serviço não é a solução, “pelo contrário, trata-se de uma ação ruim para toda a população na região metropolitana de Goiânia”, disse o texto.

“Paralisar o transporte público neste momento será muito danoso para as cidades atendidas pela Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), e para a manutenção dos serviços essenciais, em especial os setores de saúde e alimentação, que correspondem a 55% de todos clientes que fizeram o cadastro no Embarque Prioritário”, avalia Alessandro Moura, vice-presidente do SET.


Leia mais: Goiás recebe mais 136 mil doses e Caiado cobra prefeituras para que atualizem os dados

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