Servidor público morre após ataque de enxame de abelhas em Goiânia; saiba como se proteger

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Uma tragédia aconteceu no sábado (20) em Goiânia. O servidor público Flávio Brandão Barros, de 55 anos, morreu após ser atacado por um enxame de abelhas na Praça Léo Lynce, no Setor Oeste. Ele tentava proteger a esposa, que também sofreu picadas.

Flávio percebeu o ataque enquanto esperava a mulher em uma lanchonete próxima. Ao correr para ajudá-la, atravessou a rua e acabou sendo o mais atingido pelo enxame. O casal ainda tentou fugir de carro, mas Flávio começou a passar mal enquanto dirigia, parou o veículo na calçada da Avenida Castelo Branco e desmaiou. Funcionários de uma funerária prestaram os primeiros socorros e chamaram o resgate.

Os médicos do Cais de Campinas atenderam-no com urgência, e ele passou a noite internado. Na manhã de domingo (21), sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu. A esposa recebeu atendimento, sofreu algumas ferroadas e já teve alta. Flávio era técnico de informática da Gerência de Tecnologia da Secretaria Estadual de Administração (Semad). A Secretaria Municipal de Saúde informou que removeu as abelhas ainda no sábado, dentro do prazo de 72 horas.

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Como se proteger e agir em caso de picadas

A Prefeitura de Goiânia orienta que, embora as abelhas sejam fundamentais para a polinização e o equilíbrio ecológico, podem se tornar agressivas quando se sentem ameaçadas. Picadas podem causar desde reações simples até choques anafiláticos e outras complicações graves.

Segundo a médica alergista e imunologista da Saúde municipal, Germana Pimentel, as reações podem ser tóxicas ou alérgicas. As reações tóxicas dependem da quantidade de ferroadas e podem causar dor intensa, inchaço, náusea, tontura e, em casos graves, complicações nos rins. Já as reações alérgicas surgem quando a pessoa é sensível ao veneno, podendo provocar inchaço, vermelhidão, dificuldade respiratória e até choque anafilático, com risco de morte.

“Quem é muito alérgico deve ter sempre adrenalina autoinjetável por perto, que deve ser aplicada imediatamente ao surgirem os primeiros sinais de reação grave”, alerta Pimentel. Ela também recomenda tratamentos de dessensibilização ao veneno, como a imunoterapia alérgica, que ajuda a reduzir riscos em ataques futuros.

Em caso de picada, a orientação é retirar o ferrão imediatamente, lavar a área com água e sabão, aplicar antisséptico e, se necessário, tomar um antialérgico. Nos casos mais graves, procurar atendimento médico especializado o quanto antes.

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