Queimadas em Goiás podem gerar perda de até 1,5 bilhão

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O Instituto Mauro Borges (IMB), vinculado à Secretaria-Geral de Governo (SGG), divulgou uma Nota Executiva que apresenta estimativa de até R$ 1,5 bilhão em prejuízos para a economia goiana até o final do ano, em razão do aumento significativo nas ocorrências de queimadas.

A análise considera os custos diretos associados a fatores econômicos, sociais e ambientais, respeitando a destinação da terra atingida e os processos de recuperação e replantio.

Somente de janeiro a agosto de 2024, o custo total das queimadas para a economia em Goiás foi de R$ 710 milhões. Cerca de 60% das áreas atingidas são produtivas, valor que corresponde a quase 102 mil hectares.

O crescimento dos incêndios nas áreas produtivas em Goiás teve um incremento de 40% em 2024 na comparação com o ano anterior.

Queimadas

Para a mensuração dos custos diretos, foram realizadas as estimativas diretas da produção agropecuária, bem como os custos intangíveis considerando o valor da terra. Essa abordagem indica que as perdas econômicas causadas pelas queimadas em Goiás podem atingir R$ 1,5 bilhão, caso a extensão das áreas queimadas produtivas e não produtivas de setembro a dezembro seja semelhante à observada em 2023.

O impacto financeiro do aumento corresponde ao custo total das queimadas. O valor inclui os custos imediatos, bem como os custos de replantio e recuperação do solo, que correspondem a aproximadamente 0,35% do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás.

Custos indiretos

Os custos indiretos das queimadas em Goiás também foram abordados na análise do Instituto Mauro Borges (IMB), mas não foram incluídos no cálculo em razão da sua dificuldade de mensuração. Foram avaliados os efeitos à saúde da população afetada pela condição das queimadas em todo o estado e a quantidade de pessoas internadas por doenças respiratórias.

A análise sugere que 342 pessoas foram internadas por causa das queimadas no estado, resultando em um custo de mais cerca de R$ 496 mil aos cofres públicos no estado até agosto de 2024.

A nota destaca que o cálculo pode estar subestimando o real valor do custo associado a doenças respiratórias, uma vez que ainda há indivíduos que não buscaram por tratamento médico ou, ainda, pessoas cujos problemas respiratórios não exigiram internação.

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