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sábado, 13, abril 2024
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Quando o inclusivo exclui: atletas desabafam contra a homofobia e transfobia

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No dia 17 de maio é comemorado o Dia Internacional de Combate à Homofobia e Transfobia. Uma reportagem do Band Esporte Clube (BEC), da Band TV, deste domingo (17) fez a seguinte pergunta: será que o preconceito tem diminuído no meio esportivo? Para respondê-la, o programa ouviu os próprios atletas LGBTI+, que relataram os desafios de assumirem sua sexualidade no ambiente em que atuam.

Mayssa Pessoa é jogadora de handebol, campeã mundial e pan-americana na modalidade. Assumidamente lésbica, ela desabafou sobre agressões sofridas nas quadras. “O cara me chamou. Quando eu virei, ele cuspiu na minha cara e ficou me chamando de lésbica”, contou.

Mayssa joga no Rostov, na Rússia, país onde a homossexualidade foi considerada crime e doença mental até a década de 1990. “Eu estou no país deles, então eu não vou sair de casa de mãos dadas com a minha noiva, ficar beijando-a na frente das pessoas. Eu não faço isso”, continuou.

Quem também se destaca como LGBTI+ nas quadras é a jogadora de vôlei Tifanny Abreu, primeira atleta transexual da elite do esporte brasileiro e que já bateu recorde de pontos em apenas uma partida da Superliga. Atualmente, a aposta do Bauru está no centro dos debates sobre a participação de mulheres trans em equipes femininas.

 “Atacam-me com pronomes masculinos, com palavras feias. Alguns mandam mensagens com ameaças de morte”, desabafou. Apesar de cumprir critérios rigorosos do Comitê Olímpico Internacional (COI), Tifanny sempre é alvo de ataques, pois os críticos dizem que ela tem vantagem nas partidas por ter nascido num corpo de homem. “Quando alguém fala de facilidade, eu penso que a pessoa não está na minha pele para falar isso”.

No futebol masculino, atos homofóbicos são considerados até mais hostis, principalmente quando um jogador se assume gay. Esse é o caso do goleiro Messi, que atua no Palmeira de Goianinha (RN), homossexual assumido desde 2010. “Quando você sai às ruas, as pessoas soltam piadas, ficam mangando”, disse.

No futebol argentino, Nicolás Fernández é o único jogador em atividade do país assumidamente gay. “O capitão da equipe perguntou qual era a minha sexualidade. E eu, sem problema algum, contei. Todos me apoiaram, meus próprios companheiros”, pontuou.

Outro argentino que falou à reportagem foi o jogador de vôlei Facundo Imhoff, que enfrentou resistência para se assumir nas quadras hermanas. “Era algo como: ‘Não quero isso’. Depois de um processo de aceitação muito grande, hoje eu sou o que sou e não me imagino de outra maneira”, compartilhou o astro da Seleção Argentina de Vôlei.

Apesar das dificuldades e exclusões, os entrevistados pontuaram que hoje se sentem mais à vontade nas respectivas modalidades que atuam. A data é comemorada porque no dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação internacional de doenças.

Com informações da Band TV

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