A pesquisa de preços realizada pelo Procon Goiás identificou variação de até 812,56% nos valores de materiais escolares comercializados em Goiânia. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 30 de dezembro, em 14 estabelecimentos, e avaliou 73 itens, como cadernos, lápis, colas, apontadores e papéis.
A maior diferença de preços foi registrada no lápis preto nº 2 da marca Bic, encontrado por valores que variaram de R$ 0,80 a R$ 7,30. O mesmo produto da marca Faber-Castell também apresentou oscilação significativa, sendo vendido entre R$ 0,85 e R$ 5,70, o que representa uma variação de 688,24%.
As colas escolares também chamaram a atenção no levantamento. A cola líquida de 40 gramas da marca Maxi apresentou diferença de 666,67%, com preços entre R$ 1,50 e R$ 11,50.
Outro item com grande variação foi a lapiseira 0,7 mm da marca Cis, que teve oscilação de 560%. O menor preço registrado foi de R$ 2,50, enquanto o maior chegou a R$ 16,50.
Além desses produtos, outros itens básicos também apresentaram diferenças expressivas, como a borracha branca, comercializada entre R$ 0,40 e R$ 2,00. A pesquisa completa, com relatório detalhado e planilhas, está disponível no site goias.gov.br/procon.
Leia Mais: Goiás lidera ranking nacional dos melhores hospitais públicos do Brasil em proporção populacional
Siga o nosso Instagram, se inscreva no YouTube e também nos acompanhe no TikTok

Comparativo entre 2025 e 2026
O Procon Goiás também analisou a variação de preços dos materiais escolares entre 2025 e 2026. A cola branca foi o item que registrou o maior aumento no período, com alta de 48,33%. Em 2025, o produto custava em média R$ 1,80, enquanto em 2026 passou a ser vendido por R$ 2,67.
Por outro lado, alguns itens apresentaram redução de preços. O caderno espiral de 10 matérias, por exemplo, custava em média R$ 15,45 em 2025 e, neste ano, está sendo comercializado por cerca de R$ 7,95.

Orientações ao consumidor
O Procon Goiás orienta que os consumidores pesquisem os preços com antecedência para evitar gastos desnecessários. Algumas lojas oferecem descontos para compras em grandes quantidades; por isso, reunir um grupo de consumidores para compras coletivas pode ser uma alternativa para economizar.
Outra dica é reaproveitar materiais do ano anterior, como tesouras, pastas, estojos, lápis de cor e canetas, sempre que estiverem em boas condições de uso.
O órgão também lembra que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe que escolas exijam a compra de materiais de uso coletivo, como álcool, copos descartáveis e papel higiênico, já que esses itens devem estar incluídos no valor da mensalidade. Além disso, as instituições de ensino não podem determinar marcas, modelos ou locais específicos para a compra do material escolar.
Para compras on-line, o Procon recomenda verificar se o site informa CNPJ, endereço físico e canais de atendimento, além de atenção aos prazos de entrega. Após a compra, é fundamental guardar e-mails, comprovantes e registros da transação.
O consumidor também tem direito ao arrependimento da compra em até sete dias, conforme previsto no CDC, quando a aquisição for realizada fora do estabelecimento comercial.



