Morre PM que teve um “surto” e acabou baleado por outros policiais na Bahia

O policial era noivo e a família disse que ele nunca teve problemas semelhantes

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Policial militar teria surtado, segundo a PM, e atirou contra colegas. Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA.

O policial militar Wesley Soares Góes, 38 anos, que passou por um “surto psicótico”, segundo a Polícia Militar da Bahia, e atirou contra colegas acabou não resistindo e morreu na madrugada desta segunda-feira (29).

O militar saiu de casa e foi fardado e armado em seu veículo para o Farol da Barra, em Salvador, na tarde deste domingo (28), e começou a atirar pra cima e contra os colegas que tentavam negociar sua rendição. Após os disparos contra a guarnição, o policial foi alvejado. Na sequência ele foi levado em estado grave para um hospital. A PM confirmou a morte dele nesta segunda-feira.

Pelas redes sociais, algumas pessoas contrárias às restrições do horário de funcionamento do comércio em geral começaram a divulgar que o policial era um herói que estava lutando para “libertar” as pessoas dessas decisões de fechamento das atividades. Culpando os governadores, os internautas dizem nessas publicações que o ato do militar foi um exemplo.

Em vários vídeos que a Rádio Bandeirantes Goiânia teve acesso, os policiais envolvidos na operação tentaram negociar o tempo todo com o militar, no entanto ele resistiu e acabou disparando contra os colegas de farda, que revidaram e acertaram-no.

A corporação disse em nota que todos os esforços foram feitos para salvar o militar.

A Polícia Militar lamenta profundamente o episódio que ocorreu neste domingo (28), no Farol da Barra, quando todos os esforços foram feitos por um final pacífico durante um possível surto de um PM”, diz trecho da nota enviada à imprensa.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, Bia Kicis (PSL-DF), publicou em suas redes sociais que o policial havia sido morto porque se recusava a prender trabalhadores. Logo depois, a deputada apagou o post.