Plano Municipal de Habitação prevê a criação de 15 mil moradias em Goiânia, revela secretário

Segundo o secretário, se concretizado, o projeto irá atender 60 mil pessoas sem casa própria.

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Plano Municipal de Habitação
Com a criação de 15 mil residências, 60 mil pessoas serão atendidas em Goiânia. (Foto: Reprodução)

O secretário de Planejamento Urbano e Habitação de Goiânia, Agenor Mariano, falou em entrevista à Rádio Bandeirantes que está em processo de confecção um Plano Municipal de Habitação. De acordo com ele, o projeto prevê a construção de 15 mil moradias em quatro anos. Segundo Mariano, irá atender 60 mil pessoas sem casa própria. O custo deste plano chegaria em cerca de R$ 2 bilhões.

“Estamos debruçados sobre um planejamento de como executar essa missão”, diz ele após revelar que tem ouvido diversos setores da sociedade para a construção e efetividade da lei. “Se esse objetivo fora alcançado, 60 mil pessoas vão poder dizer que tem sua casa própria”, conclui o ex-vereador que também foi secretário no início da gestão do ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB).

Plano Diretor de Goiânia

O secretário também retoma a frente do Plano Diretor de Goiânia que foi paralisado no Legislativo pelo ex-prefeito Iris Rezende. A expectativa é que o projeto retorne a Casa ainda em 2021 para ser finalizado. No momento de sua paralisação, vereadores apresentavam emendas como aumento da área urbana da capital, por exemplo.

Mariano diz que não sabe se precisará de mudanças e pondera que não será elaborado um novo Plano, e sim, uma revisão do Plano Diretor de Goiânia. “Precisamos dar sequência aquilo que foi programado em 2007. Para se alcançar um resultado, precisa dar tempo as mudanças, leis que foram propostas lá atrás. Não se trata de fazer um novo Plano Diretor, precisamos apenas revisar o que foi feito em 2007”, diz o secretário.

Ainda de acordo com ele, não se pode ser “agressivo” nas mudanças da legislação, sob pena de “descaracterizar um planejamento que já está na metade do caminho”, ressalta. No entanto, é preciso sabedoria e fazer o mínimo de mudanças possível ao que já foi idealizado no projeto. “A grande questão é termos habilidade para abrir mão de algumas coisas que a gente pensa em detrimento de outras, vai ter que ser um consenso”, sublinha.

Agenor Mariano revela que ainda não há data para o reenvio do projeto para Câmara Municipal. Entretanto, Agenor lembra que o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) era vereador e acompanhou a discussão do Plano nestes últimos anos. Isto, segundo Mariano, da maturidade a Rogério Cruz em decisões futuras.


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