Pesquisa do Procon Goiás indica variação de 425% nos preços de itens da ceia do Natal

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O Procon Goiás divulgou nesta quinta-feira, 19, a pesquisa de preços dos alimentos e bebidas que fazem parte da ceia de Natal e que são os mais procurados nesta época.

Segundo o levantamento do órgão, as frutas foram as vilãs, indicando variação de até 425% na comparação dos preços entre os estabelecimentos comerciais visitados. Esse aumento foi verificado no quilo do mamão formosa, cujo menor preço foi R$ 0,95. O mais caro estava à venda por R$ 4,99.

Foi encontrada variação de 132,75% no preço da ameixa vermelha nacional (R$ 6,87 a R$ 15,99) e de 100,13% no preço da ameixa vermelha importada (R$7, 99 a R$ 15,99).

E você é da turma que gosta de colocar uva passa em todos os alimentos da Ceia? Pois saiba que ela pode custar até 99% mais caro (R$ 3,50 – R$6,99).

De acordo com o Procon, a pesquisa foi realizada entre os dias 27 de novembro e 18 de dezembro em 14 supermercados e atacadistas de Goiânia.  Foram coletados os preços de 109 itens como castanhas, frutas frescas, panetones, peru, pernil e lombo suínos, frango e bebidas.

Bebidas

Entre as bebidas, chama atenção a diferença de preços do espumante Chuva de Prata tradicional 660 ml – 125,6% (R$ 10,9 a R$ 24,59). No caso dos panetones, a margem chega a 39%.

Veja a tabela com as variações de preço:

Aumento médio

Na comparação com o levantamento de 2018, foi constatado que o aumento médio geral de 12,73% nos itens. Por categoria, as frutas frescas e carnes registraram elevação de 7,13% e 21,83%, respectivamente. No entanto, os panetones tiveram redução média de -1,20%.

Você pode acessar a planilha completa de preços aqui.

Dicas

O Procon também deu algumas dicas aos consumidos. Em relação às frutas, é muito importante dar preferência aos dias de promoção de hortifrúti, já que as variações foram apuradas justamente porque, no momento da coleta, alguns estabelecimentos praticavam as ofertas da semana.

Além disso, o órgão alerta que o consumidor deve se atentar para os produtos que estão anunciados, visto que uma prática comum dos comerciantes é elevar os demais.

Também é recomendado que o consumidor estabeleça previamente, de acordo com seu orçamento, um valor máximo que poderá ser gasto na compra desses itens. Em seguida, elaborar uma lista dos produtos a serem comprados, colocando em primeiro lugar, aqueles que poderiam ficar de fora sem comprometer a qualidade da ceia. Com a ajuda de uma calculadora, à medida que for comprando os itens essenciais, avaliem quanto ainda resta, do valor previamente estipulado, para a compra dos itens considerados supérfluos.

Também é recomendando não fazer as compras com pressa, pois poderá levar produtos inúteis e esquecer o indispensável, além de comparar os preços dos produtos entre as várias marcas, observando peso ou quantidade, data de fabricação e prazo de validade.

Leia mais:

Procon: mensalidade escolar apresenta reajuste médio de 12,28% em Goiânia

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