Pesquisa do Procon Goiânia encontra variação de até 402% em preços da cesta básica 

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O Procon Goiânia divulgou, nesta quarta-feira (13), uma pesquisa que aponta diferenças expressivas nos preços de itens da cesta básica na capital, chegando a até 402% de variação entre estabelecimentos. O levantamento foi realizado entre 6 e 11 de agosto em nove pontos de venda. 

O maior contraste foi na batata inglesa, com preço variando de R$ 1,79 a R$ 8,99 por quilo, uma diferença de 402,23%. Em segundo lugar aparece o tomate comum, com variação de 302,35% (R$ 2,98 a R$ 11,99/kg). O pão francês ocupa a terceira posição, oscilando 153,68% (R$ 7,88 a R$ 19,99/kg). Também chamaram atenção o tomate saladete (129,91%, de R$ 5,65 a R$ 12,99/kg) e a banana prata (125,88%, de R$ 3,98 a R$ 8,99/kg). 

O levantamento mostra que o consumidor que optar pelos menores preços desses cinco produtos vai gastar R$ 22,28, enquanto quem comprar pelos valores mais altos desembolsará R$ 62,95 — uma diferença de R$ 40,67. 

Oscilações menores 

Alguns itens apresentaram variações menos significativas, entre 11,59% e 26,11%. É o caso do óleo de soja Soya 900ml (R$ 6,99 a R$ 7,80), do arroz Cristal 5kg (R$ 25,90 a R$ 30,39) e do leite Italac 1L (R$ 4,89 a R$ 5,99). Já o açúcar cristal 5kg foi encontrado de R$ 19,90 a R$ 24,99 e o leite Bom 1L de R$ 4,75 a R$ 5,99. A compra desses cinco itens pelo menor preço soma R$ 62,43, contra R$ 75,07 no valor mais alto — economia potencial de R$ 12,64. 

Leia Mais: Goiás fecha julho com superávit de US$ 826 milhões na balança comercial  

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Custo da cesta básica 

Na comparação com o mês anterior, houve leve recuo no valor médio da cesta básica. Em julho de 2025, o custo foi de R$ 652,93; em agosto, caiu para R$ 651,81, redução de 0,17%. 

Orientações ao consumidor 

O Procon Goiânia destaca que a pesquisa considerou produtos da mesma marca, embora nem todos estivessem disponíveis em todos os locais. Também lembra que preços podem variar ao longo do tempo e que até lojas da mesma rede podem praticar valores diferentes. 

O órgão reforça que cabe ao comerciante garantir a correta identificação do fabricante, informações claras e conservação adequada dos alimentos. Em casos de produtos vencidos, adulterados, falsificados ou fraudados, o Código de Defesa do Consumidor assegura restituição imediata. O prazo de validade deve estar legível e sem rasuras, e etiquetas sobrepostas podem indicar adulteração. Mesmo dentro do prazo, o armazenamento inadequado pode tornar o alimento impróprio para consumo. 

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