PC prende Ricardo Cosme, um dos maiores traficantes do Brasil e mais 13 investigados

A investigação, em curso desde janeiro de 2020, revelou um sofisticado esquema de transporte e distribuição de cocaína pura, pasta base de cocaína e skunk.

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Ricardo Cosme
A prisão de Cosme ocorreu em Cuiabá e de acordo com a PC, também foram feitas buscas em sua residência. Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), prendeu na madrugada desta terça-feira (27), Ricardo Cosme, considerado um dos maiores traficantes do Brasil. A prisão de Cosme ocorreu em Cuiabá e de acordo com a PC, também foram feitas buscas em sua residência. A prisão do traficante faz parte da Operação Déjà Vu, destinada a desmantelar uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas.

Ao todo, 120 policiais civis estão em ação nos estados de Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Distrito Federal para cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva, além de sequestro de bens e valores no total de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais). A investigação, em curso desde janeiro de 2020, revelou um sofisticado esquema de transporte e distribuição de cocaína pura, pasta base de cocaína e skunk.

Oriunda do Mato Grosso, a droga era transportada em fundos falsos de camionetas até Goiás, onde era armazenada. Parte permanecia em solo goiano e o restante era redistribuído para o Distrito Federal e o Nordeste, especialmente para o Rio Grande do Norte. Em 2020, quatro carregamentos do grupo foram apreendidos, num total de 420 kg de cocaína e 150 de skunk. Porém, estima-se que pelo menos 2 mil kg de cocaína pura tenham sido disseminados pela organização no período, que substituía os motoristas presos.

Investigação

De acordo com o delegado Vinícius Teles, responsável pelo caso, a complexa investigação evidenciou toda a estrutura da organização, expondo os núcleos de fornecimento, que vendia a droga na origem; de logística e transporte, formado por mecânicos que criavam os fundos falsos nas camionetas e pelos motoristas, além de seus coordenadores.

Além do financeiro, que articulava o fluxo dos pagamentos pela droga; e de adquirentes, que redistribuíam o entorpecente para outros traficantes atacadistas. Um exemplo é a apreensão de 200 kg de cocaína em outubro de 2020, em São Luís de Montes Belos (GO), quando duas camionetas de mesma marca, modelo, ano e cor foram apreendidas, uma para o transporte da droga no Mato Grosso e outra em Goiás.


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