“Não é uma decisão isolada”, diz Caiado sobre novo decreto

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Imagem: Divulgação Ascom/Governo de Goiás

Em live na manhã desta terça-feira, 12, o governador Ronaldo Caiado explicou porque é necessário adotar novamente medidas mais rígidas de isolamento social no atual momento de combate à pandemia da Covid-19. A entrevista foi concedida a Paulo Henrique Santos e retransmitida por uma cadeia de emissoras de rádio do interior.

Ele informou que o novo decreto governamental será baixado em breve, com determinações mais rígidas e restringindo o funcionamento às atividades essenciais. Mas que não será fruto de uma decisão isolada. Ontem, Caiado conversou por videoconferência com mais de 60 prefeitos goianos. Ouviu também representantes da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios, Defensoria Pública; e ainda do Fórum Empresarial.

“Não adianta voltar com medidas intermediárias. Elas não serão cumpridas”, afirmou Caiado. Ele lembrou que Goiás foi o primeiro Estado a adotar o isolamento social, em 12 de março último, quando ainda não tinha nenhum caso registrado da doença provocada pelo novo coronavírus. No dia 19 de abril, o Governo do Estado baixou o terceiro decreto, flexibilizando o funcionamento de algumas atividades. Mas voltou a ressaltar que ninguém tem a receita do bolo para enfrentar essa pandemia, de uma doença que não tem vacina.

Virose

“Estamos tratando com uma virose que nunca vimos na vida nada parecido”, destacou. Lembrou que Goiás já foi o primeiro do País em adesão ao isolamento social, com índice de 66,4%, chegando a mais de 70%. Mas quando se flexibiliza, a situação fica incontrolável. E o resultado foi a baixa adesão da população goiana verificada nos últimos dias.

Por isso, após consultar prefeitos, lideranças de outros Poderes e classistas, decidiu adotar de novo regras mais rígidas, permitindo a abertura apenas de serviços essenciais (hospitais, farmácias, supermercados, indústrias de alimentos, entre outros). Fora disso ficará tudo fechado, para que daqui a 10 ou 15 dias seja possível flexibilizar um pouco. Tudo isso, a partir de avaliações diárias, com sensibilidade, estudo e capacidade de entender os altos e baixos (da disseminação da doença no Estado).

Enterros coletivos

O propósito, conforme Caiado, é atingir novamente um percentual de 60% de adesão, de forma a garantir a oferta de leitos de UTIs para que todos os doentes do Estado possam ter atendimento médico digno. “Não tem cena pior do que aqueles enterros coletivos que estamos vendo acontecer em outros Estados. Um caixão ao lado do outro. Eu peço: nos ajude, por favor”, fez um apelo.

Durante sua fala, o governador aproveitou para cumprimentar e homenagear os enfermeiros goianos. Hoje, 12 de maio, é comemorado o Dia Internacional do Enfermeiro. A data lembra o nascimento da britânica Florence Nightngale, pioneira da enfermagem médica, que viveu no século XIX. Ele lembrou que os profissionais goianos da área da enfermagem nem podem comemorar a data da categoria, pois estão ocupados lutando para salvar vidas.

E encerrou, citando uma frase de uma das maiores figuras da Medicina do Brasil, o professor Miguel Couto: “Mais vale a mão que dá o remédio que o próprio remédio.”