MP denuncia secretário de Saúde e enfermeiras de Santa Rita do Novo Destino por desvio de vacinas

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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou o secretário municipal de Saúde de Santa Rita do Novo Destino, Marcelo Gomes de Moraes, e duas enfermeiras pelo desvio de doses de vacina contra a Covid-19. Os três já tiveram decretada liminarmente, em ação civil pública (ACP) por improbidade administrativa, a indisponibilidade de bens, no valor de R$ 50 mil.

Na ação penal ajuizada nesta sexta-feira (09), o promotor de Justiça Tommaso Leonardi aponta que eles também inseriram dados falsos em sistema de informação da administração pública, com o fim de obter vantagem indevida para outra pessoa, conforme demonstram a lista dos vacinados na campanha Covid-19, notas informativas, registros de vacinação, cópia do plano municipal de imunização, relatório policial e declarações encartadas ao caderno investigativo.

De acordo com o promotor, em janeiro deste ano, as enfermeiras Isaura Vieira da Cunha e Ladyanne Araújo dos Santos Tosta, sob o comando do secretário, deram início à vacinação contra a Covid-19 em Santa Rita do Novo Destino, incluindo os povoados de Verdelândia e Placa. Segundo o Plano Nacional de Imunização, o público-alvo da primeira etapa seria o de profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus, idosos acamados ou institucionalizados e idosos acima de 90 anos.

No entanto, Ladyanne que, era enfermeira padrão e chefe de equipe, e Isaura, alegando que algumas doses estavam sobrando e que o secretário havia determinado a realização de busca ativa para aplicação das referidas doses, resolveram desviá-las em proveito do lavrador João Ferreira de Sousa, de 47 anos, irmão da primeira-dama de Santa Rita do Novo Destino.

Além disso, a servidora pública aposentada Joana D’Arc Rosa, de 71 anos, o técnico de informática e atual controlador interno municipal, Edimar Ribeiro Mendonça, de 39 anos, e do ex-vereador e atual secretário de Transportes do município, Vanderlei Raimundo Soares, de 47 anos, também receberam doses desviadas.

Falsos profissionais de Saúde

Foi apurado também que Edimar Ribeiro Mendonça e Vanderlei Raimundo Soares, foram registrados de forma fraudulenta, como profissionais da saúde no sistema de informação do município. Tommaso Leonardi afirma que as pessoas vacinadas possuíam algum tipo de relacionamento com a administração pública, seja pelo cargo que ocupavam, seja pelo contato próximo com algum gestor público.

Segundo o promotor, essa aproximação possibilitou que “furassem” a fila da vacinação, recebendo doses antecipadamente e ocupando o lugar de pessoas que necessitavam com mais urgência do imunizante desviado.

O promotor de Justiça informou que, por ora, deixaria de denunciar João Ferreira de Sousa, Joana D’Arc Rosa, Edimar Ribeiro Mendonça e Vanderlei Raimundo Soares, pois a investigação apontou que foram vacinados a convite dos denunciados. Foi requerida também a fixação de reparação de danos morais coletivos.


Leia mais: Vacinação contra a Influenza H1N1 terá início na próxima segunda

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