Kajuru defende diálogo sobre projeto do ICMS e afirma que pode votar a favor da proposta

Data:

Aprovado por uma larga margem na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (24), por 403 votos a 10, o Projeto de Lei que trata da reclassificação para fins tributários de combustíveis, telecomunicações e energia elétrica, que passam a ser considerados itens essenciais e indispensáveis, deve ter votação apertada na Casa revisora.

A proposta será apreciada pelo Senado Federal. Em entrevista à Bandeirantes, o senador Jorge Kajuru (Podemos) disse que o momento requer parcimônia e diálogo para discussões acerca do projeto.

“Eu não posso ser contra iniciativas que beneficiam os consumidores, mas os senadores representam os estados. Então penso é preciso dialogar sobre os projetos com os governadores e sabendo que alguns deles são contra alegando que isso pode significar perda de arrecadação”, disse à reportagem.

Ainda assim, Kajuru explicou que o Senado tem como função institucional discutir essas, e outras propostas, junto aos governadores e afirmou que há uma tendência de ele acompanhar sua sigla e votar favorável ao PL.

“Acho que todo mundo tem que contribuir para amenizar com a situação difícil em que vive a situação brasileira, com altas taxas de desemprego, com salários defasados, custo de vida crescente e aumento da insegurança alimentar. Por este aspecto, lógico que eu vou buscar o posicionamento do meu partido, Podemos, minha tendência é, claro, votar no Senado a favor do projeto como foi aprovado na Câmara”, pontuou.

A reportagem da Bandeirantes entrou em contato com os senadores Luiz do Carmo (PSC) e Vanderlan Cardoso (PSD). Por nota, Vanderlan informou que o Senado é uma casa revisora e que discutirá com a equipe econômica da Casa para tomar uma decisão. Já Luiz do Carmo, segundo a assessoria, vai esperar encontro com o partido para também tomar um posicionamento.  

A proposta ainda estabelece teto de 17% na alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os produtos aludidos.  

Os 246 municípios goianos e o estado podem perder mais de R$ 5,5 bilhões se o projeto for aprovado.


Leia mais: Em visita a Goiânia, presidente Bolsonaro pode participar de motociata

Compartilhe esse post

Inscreva-se

spot_imgspot_img

Mais Notícias

Recomendadas
Recomendadas

HUGO amplia captação de órgãos e reforça importância da doação em Goiás

Hospital foi o que mais captou órgãos para transplantes em Goiás entre janeiro e agosto de 2026 e aposta no acolhimento das famílias

MotoGP confirma GP do Brasil em Goiânia para 4 de abril de 2027

Autódromo Internacional de Goiânia receberá o Mundial de 2 a 4 de abril, na terceira etapa da temporada de 2027

Goiânia amplia vacinação contra pneumonia para idosos com 85 anos ou mais

Pneumo 20 passa a ser oferecida aos idosos a partir de 85 anos nas salas de vacinação da rede municipal de saúde

Pesquisa Quaest mostra Daniel Vilela com 42% na disputa pelo Governo de Goiás

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) mostra Marconi Perillo com 19% e Wilder Morais com 15% das intenções de voto.