A produção de feijão em Goiás cresceu pelo segundo ano consecutivo e consolidou o Estado na segunda posição nacional em produtividade, com média de 2,4 toneladas por hectare. Os dados são do 11º Levantamento da Safra 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A área destinada ao cultivo aumentou 6,5%, passando de 119,2 mil hectares na safra 2024/25 para 127 mil hectares no ciclo atual.
A produção alcançou 299 mil toneladas, alta de 3,6% em relação à safra anterior. Com o resultado, Goiás mantém a quinta posição entre os maiores produtores de feijão do país.
O desempenho goiano contrasta com o cenário nacional. No Brasil, a produção recuou 3,2%, enquanto a área cultivada diminuiu 6% no período.
Produção deve movimentar R$ 1,7 bilhão
A estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) do feijão em Goiás deve alcançar R$ 1,7 bilhão em 2026, segundo projeção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O valor representa crescimento de 32,8% em relação a 2025. Com o avanço, a participação de Goiás no VBP nacional do feijão deve chegar a 12,8%, colocando o Estado na quarta posição do ranking brasileiro.
O cultivo do grão ocorre em três safras ao longo do ano. Em Goiás, a terceira safra é predominante, com destaque para o feijão de cores, que concentra a maior parte da produção estadual.
Além da importância econômica, o feijão também contribui para a qualidade do solo. Por ser uma leguminosa, a cultura auxilia na fixação natural de nitrogênio e pode favorecer a fertilidade e o aumento da matéria orgânica.
Estado adota medidas contra pragas
A produção goiana também segue regras específicas para prevenção e controle de pragas. Entre as principais ameaças está a mosca-branca (Bemisia tabaci), responsável pela transmissão do vírus do mosaico dourado do feijoeiro.
Para reduzir a disseminação da doença, os produtores devem cumprir medidas previstas na regulamentação estadual. Entre elas estão o cadastro das lavouras, o calendário de semeadura, o vazio sanitário e a eliminação dos restos culturais após a colheita.
O calendário de semeadura vai de 21 de outubro a 30 de junho. Já o vazio sanitário ocorre entre 20 de setembro e 20 de outubro, nos municípios abrangidos pela legislação estadual.
Alíquota para venda interestadual é reduzida
Outra medida relacionada à competitividade da produção foi a redução da alíquota interestadual aplicada à comercialização do feijão produzido em Goiás.
O percentual passou de 6,06% para 2,4%, aproximando-se das alíquotas praticadas por estados vizinhos.
A mudança tem impacto direto na comercialização porque aproximadamente 70% do feijão produzido em Goiás é enviado para outros estados. O mercado interno não absorve toda a produção, o que torna as operações interestaduais importantes para o setor.
Com o aumento da produtividade, expansão da área cultivada e medidas voltadas à sanidade e à competitividade, Goiás amplia sua participação na produção nacional de feijão.



