Goiânia vai construir oito novas UPAs com capacidade para mais de 100 mil atendimentos mensais

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A Prefeitura de Goiânia anunciou a construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para ampliar a rede municipal de urgência e emergência. Juntas, as unidades terão capacidade para realizar mais de 100 mil atendimentos por mês, reforçando a estrutura de saúde da capital.

As quatro primeiras UPAs receberão investimento de R$ 75 milhões, dos quais R$ 15,6 milhões são provenientes de emendas parlamentares. Atualmente, Goiânia conta com 12 unidades de urgência e emergência, que realizam, em média, mais de 120 mil atendimentos mensais.

Segundo o prefeito Sandro Mabel, a ampliação da rede faz parte do plano de reestruturação da saúde pública iniciado no começo da atual gestão.

“Um dos nossos compromissos foi a transformação da saúde, e muito já foi feito. Assumimos com um cenário de uma cidade totalmente destruída, com a saúde em intervenção. Mesmo diante de uma dívida de quase R$ 5 bilhões, o trabalho tem resgatado a confiança do goianiense. Agora, a partir deste ano, entramos em uma nova fase, e oito novas UPAs serão construídas”, afirmou.

As primeiras unidades

A prefeitura já definiu onde instalará as primeiras unidades. Os equipamentos atenderão as regiões Campinas-Centro, Sudoeste, Noroeste e Oeste. Os projetos são de UPAs Porte III, modelo com maior capacidade de atendimento, e contam com recursos destinados pelo senador Vanderlan Cardoso e pelos deputados federais Ismael Alexandrino e Flávia Morais.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, a expansão busca fortalecer a rede de urgência e garantir mais eficiência no atendimento à população.

“Estamos trabalhando para que cada etapa desses projetos avance com segurança técnica, responsabilidade na aplicação dos recursos e transparência. Nosso compromisso é garantir obras de qualidade e entregar à população uma estrutura moderna e eficiente”, destacou.

As novas UPAs contarão com oito consultórios médicos, consultório odontológico, salas de classificação de risco, laboratório, farmácia, setor de radiologia, ultrassom, eletrocardiograma, 20 leitos de observação, seis leitos de sala vermelha, além da Sala Lilás, destinada ao atendimento de mulheres vítimas de violência. As unidades também terão áreas administrativas, almoxarifado e Centro de Material e Esterilização (CME).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a equipe técnica da prefeitura desenvolveu o projeto arquitetônico. O projeto incorpora soluções mais modernas, com fluxos assistenciais mais eficientes, ambientes humanizados e adequação às normas atuais do Ministério da Saúde.

As quatro primeiras unidades estão em fase de elaboração da documentação para licitação, desenvolvimento dos projetos complementares e aprovação da Vigilância Sanitária. A previsão é que a primeira obra tenha início ainda neste ano, com prazo estimado de 14 meses para conclusão. As demais quatro UPAs seguem em fase de definição dos terrenos e elaboração dos projetos.

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