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quinta-feira, 27, janeiro 2022
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Goiânia e Aparecida ainda não atingiram o mínimo de vacinados para discutir a retirada de máscaras

Houve uma reunião com os gestores municipais na semana passada, quando foi definido que 70% de população vacinada seria o mínimo necessário para iniciar uma discussão sobre a retirada de máscaras.

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Goiânia tem 57,2% da população totalmente imunizada, com pelo duas doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas. Já em Aparecida de Goiânia, o número é ainda menor, correspondendo a 50% de pessoas totalmente vacinadas. Os dados foram divulgados pela superintendente de vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, em entrevista à Bandeirantes, nesta terça-feira (23).

De acordo com ela, houve uma reunião com os gestores municipais na semana passada, na Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), quando foi definido em conjunto que 70% de população vacinada contra a Covid-19 seria o mínimo necessário para iniciar uma discussão sobre a retirada de máscaras em locais abertos e sem aglomeração.

Ainda segundo a superintendente, apenas o município de Goiânia pediu para liberar o uso com 60%, mas não há evidências que comprovem segurança com essa quantidade de pessoas vacinadas. “Todos os estudos que nós levantamos mostram que 70% é o mínimo necessário. Então diante disso, foi definido em CIB que todos os gestores que será 70% para começar a discutir a retirada do uso de máscaras”, pontuou.

Outro dado que chama atenção está relacionado ao número de pessoas que estão com a segunda dose atrasada em Goiás. Flúvia aponta que 950 mil pessoas ainda não tomaram a segunda dose no estado. E mais de 500 mil ainda não tomaram nenhuma dose dos imunizantes.

Festas de final de ano

Outra preocupação dos agentes de Saúde são as festas de final de ano. “É o momento em que as pessoas acabam se aglomerando mais, principalmente no réveillon, quando se tem grandes festas, grandes eventos. A gente precisa alcançar o máximo de cobertura vacinal para que tenhamos um pós-festa de final de ano mais tranquilo. A Europa teve um verão sem exigir protocolos e agora estão infelizmente colhendo os frutos ruins”, conclui.

Para os municípios turísticos, uma série de protocolos está sendo revista. No ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) expediu uma série de medidas de prevenção a proliferação do coronavírus, já este ano, por conta da existência da vacina, haverá atualização das medidas que devem ser recomendadas aos municípios turísticos para festas de final de ano.

Aumento de casos na Europa

De acordo com Flúvia, conforme o cenário epidemiológico evolui no continente europeu, em alguns meses também é sentido no Brasil. “Foi o que a gente viu na primeira e na segunda onda. Então que isso sirva de exemplo do que não deve ser repetido. Um dos erros que aconteceram nos países europeus foi, principalmente, retirar precocemente os protocolos, o uso de máscara, o distanciamento”, sublinha.

“Retiraram muito cedo e agora estão tendo que retroceder nessas ações e aumentar a restrição em alguns países, implantando inclusive, novamente o lockdown, como na Áustria e outros países. Então para que a gente não chegue nesse ponto, precisamos aumentar a cobertura vacinal e manter os protocolos, principalmente o uso de máscaras, o distanciamento e dar preferência, se for aglomerar, em locais abertos”, completa.


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